O mito da Soja como alimento perfeito

Por Flávio Passos com a colaboração de Pedro Ivo

 

A soja, já há algumas décadas, é tratada como uma “estrela” no universo dos alimentos tidos como saudáveis. Inúmeros nutricionistas, jornais e revistas especializadas a recomendam.

Muitos que se propõem a melhorar a qualidade do que comem começam por acrescentar seus derivados na dieta, de fato acreditando que estão fazendo escolhas mais saudáveis. A expressão “Contém Soja” em qualquer rótulo, seja de uma bebida, seja de um biscoito, parece transmitir a noção de que o produto em questão é abençoado e tem tudo o que a sua saúde pode estar precisando.

MAS… e se toda esta história for apenas mais um mito criado pela indústria (da soja, obviamente) para vender sua produção? Seria possível que um conjunto de seres humanos crie uma estratégia de disseminação de meias-verdades e propaganda enganosa para vender produtos que trazem, na realidade, mais malefícios do que benefícios?

A História da Soja

Os proponentes dos benefícios da soja alegam que o valor e a segurança dos produtos de soja foram provados ao longo de vários milênios de uso na Ásia Oriental. Infelizmente, isto é apenas meia verdade. Sim, a soja foi cultivada na Ásia durante vários milênios, mas não como alimento – inicialmente, era utilizada em regime de rotação de culturas para fixar nitrogênio no solo. Por muito, muito tempo não se considerava a soja como algo adequado para comer, até que por necessidade (muita gente, pouca comida) os orientais desenvolveram a fermentação da soja e assim criaram molhos como o shoyu, o tamari, o natô, o missô e o tempê.

Nos EUA, até a década de 1920 a soja foi cultivada apenas para uso de seus produtos industriais (sim, óleo de soja era usado como matéria prima para tinta e lubrificante). O bagaço era descartado. Depois, começou-se a destinar o cultivo da soja para nutrição animal, e só recentemente como fonte primária de proteína para a alimentação humana. No Japão, a média de consumo de soja é de cerca de 8-9 gramas de produto de soja por dia. Isto é MENOS do que duas colheres de chá (!!!). Novamente, a maioria da soja que se come por lá é fermentada ou precipitada (tofu).

A Proteína Isolada de Soja é um fenômeno da indústria ocidental. Praticamente todos os dados que dão suporte aos benefícios da soja como alimento vem como resultado de estudos recentes promovidos pela indústria agrícola para justificar o novo status da soja como uma “alternativa saudável” para laticínios e carne. Será que são tão confiáveis?

A indústria da soja é tão grande e rica quanto à indústria do leite (que o promove como “fonte essencial e insubstituível de cálcio”) e a indústria da carne (que a promove como “fonte essencial e insubstituível de proteínas”), e dispõe de grande orçamento para patrocinar estudos e publicidade para colocar a leguminosa em alta.

Promovida como uma alternativa “mais do que saudável” para o leite e para a carne, a soja hoje é adicionada em quase tudo. Biscoitos, macarrão, salgadinhos, fórmulas nutricionais para bebês, bebidas prontas, suplementos para atletas… Parece que adicionar soja em qualquer produto é bom negócio. O consumidor leigo realmente acredita optar por algo melhor quando lê a palavra mágica “soja” entre os ingredientes.

Não é a primeira vez que a indústria se aproveita do pouco estudo do consumidor e pincela a realidade com toques de fantasia. Neste caso, porém, a dimensão da “fábula” se tornou realmente enorme e se fala até mesmo em “milagre da soja”. Já passa da hora da verdade ser dita. E a verdade é que, a menos que seja preparada da maneira correta, a soja pode ser muito mais prejudicial do que benéfica para a delicada bioquímica do corpo humano.

Sabedoria Ignorada

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Detalhando um pouco mais suas origens históricas, a soja foi utilizada como alimento pela primeira vez durante a antiga dinastia Chou (1134-246 AC), somente após essa cultura ter aprendido a transformá-la em algo biodisponível através do processo de fermentação, que fez surgir alimentos como o missô, o tempê, o nattô e o tamari. A soja era então, utilizada apenas como condimento e em pequenas quantidades, como é até hoje nas culturas tradicionais. Nunca foi utilizada como substituto para alimentos de origem animal e nem mesmo da maneira excessiva como tem sido propagada nos dias de hoje pela cultura ocidental.

A sabedoria dos antigos compreendia que a soja que não é preparada devidamente é altamente indigesta e contém diversos elementos indesejáveis. Algo que foi e é “ignorado” por aqueles que propagam o uso irrestrito da soja, na forma do grão integral cozido, na forma de “carne” ou “leite” de soja e nas inúmeras formas de soja não-fermentada, desnaturada pelo calor excessivo e/ou pressão, tratada com químicos, fracionada ou coagulada para se transformar em tofu e proteína isolada de soja.

Atualmente, praticamente toda a soja disponível no mercado (93% é o percentual exato, de acordo com o FDA americano) é transgênica – geneticamente modificada para ser resistente à agrotóxicos que matam todas as outras formas de vida, menos a soja, o que a torna ainda mais prejudicial, porém fornece maior lucratividade por metro quadrado.

Independente da discussão sobre o alimento transgênico ser nocivo por si, alimentos geneticamente modificados acumulam em si resíduos de GLIFOSATO  (base do pesticida Roundup), um veneno poderoso e assustador. Um rápida busca no google sobre “perigos do glifosato” (ou glyphosate dangers) revela o tamanho do problema – para a saúde do indivíduo, do solo, dos lençóis freáticos e de tudo o que é vivo. Isto ainda ser permitido nos dias de hoje é um sinal do quão pouco desenvolvidos estamos como humanidade. Comer soja transgênica, ou produtos de origem animal que comeram soja transgênica (vacas e laticínios, frangos e ovos, porcos, salmão, tilápia) é literalmente comer veneno. Este é um assunto muito sério e não deveria ser descartado como algo menor.

O fato é que existe um elevado conteúdo de antinutrientes na soja que não é devidamente preparada. Antinutrientes são substâncias que interferem na absorção de nutrientes e os drenam do organismo. Seu consumo frequente conduz à deficiências crônicas de minerais. Na soja se concentram substâncias como o ácido fítico, os goitrogênicos e alguns inibidores enzimáticos que bloqueiam a ação da tripsina (uma importante enzima vital), dentre outras enzimas essenciais. Estes inibidores são proteínas resistentes que retém sua configuração mesmo quando cozidas por longos períodos. Quando ingeridas, estas substâncias produzem desarranjo gástrico, redução na capacidade de digestão das proteínas e deficiências crônicas de aminoácidos. Em testes com animais, uma dieta com alto nível desses inibidores causou aumento patológico do pâncreas e outras condições, incluindo câncer. (2)

A soja é um dos alimentos com maior quantidade de ácido fítico já encontrados, e ao contrário dos fitatos na maioria dos grãos, os fitatos na soja são altamente resistentes à imersão e ao cozimento. O ácido fítico é largamente estudado por impedir a absorção de minerais como ferro, magnésio, cobre, cálcio e especialmente zinco. Ingerido frequentemente pode levar à carência desses minerais (3, 4, 5, 6, 7, 8). Apenas um longo período de fermentação irá reduzir de forma significativa a quantidade destes antinutrientes.

A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina que causa aglutinação das hemácias podendo levar a produção de coágulos sanguíneos. O inibidor de tripsina e a hemaglutinina são considerados substâncias inibidoras do crescimento.

Os chineses sabiam disso e, portanto, só consumiam a soja fermentada. A fermentação, realizada por micro-organismos benéficos (probióticos), pré-digere a proteína em aminoácidos e inativa tanto os inibidores enzimáticos quanto os antinutrientes. Desta forma a soja se transforma em um alimento altamente biodisponível, apto ao consumo humano. Se a soja não for preparada desta maneira bem específica, ou seja, por fermentação lenta, o melhor é evitá-la.

A soja contém naturalmente fitoestrogênios, substâncias que mimetizam a ação do hormônio estrogênio dentro do corpo humano. Quando você ingere uma pequena quantidade dessas substâncias o corpo se adapta sem alterações, mas, em excesso, estes fitoestrogênios causam desequilíbrio hormonal. Acontece que, além do hábito ocidental de consumir a soja em quantidades excessivas, a absoluta maioria da soja disponível é geneticamente modificada. A soja geneticamente modificada, além de ser um dos produtos que mais recebe agrotóxicos, contém muito mais fitoestrogênios do que a soja natural. Seu consumo agride o equilíbrio hormonal e pode conduzir à puberdade prematura e a uma série de doenças relacionadas ao excesso de estrogênio no decorrer da vida. A sugestão é não consumir produtos geneticamente modificados de qualquer espécie, e no caso da soja, isso é particularmente difícil.

Pesquisas ainda pouco divulgadas (afinal, não contribuem para a lucratividade da indústria) demonstraram que o uso de soja nas fórmulas de nutrição para bebês pode causar problemas diversos no desenvolvimento da criança, como disfunções na glândula tireoide e danos irreversíveis em seu sistema nervoso, não apenas devido aos seus antinutrientes, goitrogênicos e fitoestrogênios, mas também pela enorme quantidade de alumínio e manganês (9, 10). Não é contaminação por alumínio em tanques de alumínio, é alumínio encontrado na composição da soja.

Proteína Vegetal Texturizada: Resíduo Industrial

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A proteína isolada da soja, presente em suplementos para atletas e em diversos alimentos industrializados, assim como a proteína vegetal texturizada, ou carne de soja, são, sem exagero, venenos tóxicos para o sistema biológico humano.

É importante lembrar que nem todos os venenos matam na primeira dose. Porém, assim como os refrigerantes, os refinados e as frituras, esses derivados industriais da soja são agressivos e antinaturais para o sistema e contribuem para o desequilíbrio da ecologia interior. Ainda que o organismo seja equipado com uma exímia capacidade de expulsar toxidade, cada vez que você escolhe ingerir algo inadequado está desnecessariamente desgastando o mesmo, poluindo sua bioquímica interior e ofendendo a Natureza que vive dentro de você.

O que faz com que essas substâncias sejam tão nocivas é justamente a sua forma altamente processada. Para produzir a proteína isolada de soja, os grãos da leguminosa são primeiramente moídos e depois mergulhados em solvente químico de petróleo, com o objetivo de extrair os óleos naturais do grão. O resíduo desta mistura, que é na verdade a sobra do processo industrial de extração do óleo é então misturado com açúcares e com uma solução alcalina (também química) para remover qualquer fibra. A massa resultante é então precipitada e separada utilizando uma lavagem ácida. Finalmente, o que sobra é neutralizado em uma solução alcalina e depois desidratado em altas temperaturas para produzir um pó proteico.

O resultado final é um pó artificialmente desnaturado e indigesto. Por isto é tão comum a incidência de gases naqueles que fazem uso da proteína isolada de soja. Afinal, mesmo com todo este processamento, a maioria dos antinutrientes presentes naturalmente na soja resistem e permanecem em seu conteúdo.

Proteína vegetal texturizada, ou PVT, a famosa “carne de soja” não é nada mais do que proteína isolada de soja que foi compactada através de um processo industrial de elevada pressão e temperatura. Tão indigesta quanto o isolado de proteína de soja, se não mais, porque esta é muitas vezes adicionada de corante caramelo, substância reconhecidamente cancerígena, e o famigerado realçador de sabor glutamato monossódico, um neurotóxico comum na indústria da comida industrializada – pois é um viciante das papilas gustativas que consegue transformar até mesmo um pedaço de isopor insalubre em algo que é “impossível comer um só”.

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Assim sendo, uma das maneiras de medir os critérios de qualidade de um restaurante que se denomina natural é verificar se este oferece a tal “carne de soja”, ou proteína vegetal texturizada (PVT) em seu cardápio. Pratos como “Strogonoff de carne de soja”, carne de soja refogada, kibe, coxinha ou pastel de carne de soja, molho bolognesa com carne de soja e outras opções semelhantes são uma clara demonstração de que os responsáveis pela elaboração do cardápio precisam aprofundar seu conhecimento.

Naturalmente, os critérios das grandes indústrias alimentícias não são muito melhores, portanto é recomendável que você adquira o hábito de ler o rótulo daquilo que você usualmente compra e evite tudo aquilo que contenha proteína isolada de soja ou proteína vegetal texturizada em sua composição. É comum a participação deste ingrediente nas formulações, especialmente naquilo que tem como meta atingir o nicho de mercado “natural e saudável”.

 

Um apelo especial às mães: evite ao máximo oferecer aos seus bebês qualquer coisa que contenha proteína isolada de soja ou PVT, nem mesmo fórmulas feitas com extrato de soja ou leite de soja. Leite de soja é altamente indigesto e carrega em sua composição todos os antinutrientes e toxinas advindas do processo de industrialização, além disso há grandes chances de causar sérios desequilíbrios hormonais. Em meninos, esses desequilíbrios se manifestarão em problemas cognitivos e dificuldades no aprendizado (9, 10). Nas meninas há a chance de desenvolvimento sexual prematuro, sinais da puberdade se manifestam antes do tempo esperado, e, em alguns casos, assustadoramente antes. (11, 12, 13)

Consideremos o processo envolvido no feitio do leite de soja. Primeiramente, com o objetivo de remover alguns dos antinutrientes (mas não todos), os grãos da soja são mergulhados em uma solução alcalina. Esta mistura é então cozida em panelas de pressão gigantescas, algo que desnatura a proteína da soja a tal ponto que a torna algo muito difícil para o corpo digerir. A solução alcalina em que os grãos ficam de molho deixa neles um carcinogênico (cancerígeno) chamado lisinealina.

Portanto, se é absolutamente necessário beber leite vegetal de alguma espécie, que seja o leite de amêndoas, de gergelim, de coco, de castanhas, de nozes, de girassol, de linhaça, de quinua ou, em último caso, de arroz.

Tofu: Só em pequenas quantidades

Mesmo produtos fracionados da soja como o tofu trazem consigo alguns inconvenientes, pois herdam os antinutrientes e inibidores enzimáticos, ainda intactos em sua maioria. O processo de feitio do tofu de fato reduz parte do conteúdo de antinutrientes, mas muito deste conteúdo permanece. O ácido fítico permanece intacto.

Tofu é uma adição relativamente recente às culturas orientais, e as tradicionais (antes da indústria modificar a tradição) ainda o utiliza em quantidades baixas, conforme mencionado acima.

É uma pena que os produtos de soja estejam sendo promovidos atualmente em escala sem precedentes, e as pessoas induzidas a pensar que são alternativas saudáveis para o dia-a-dia. O problema é especialmente significativo para aquelas pessoas que, sensibilizadas com o absurdo que é a indústria do sofrimento animal, optam por não mais ingerir carne, derivados de leite e ovos e recebem a informação de que precisam suplementar as necessidades de proteína através da soja, passando assim a consumir derivados da leguminosa com frequência e em grande quantidade.

Em 2003 foi feita uma pesquisa, extensamente divulgada pelo Dr. John McDougall, MD, que demonstrou que os fatores de estimulação hormonal da soja podem acelerar em até 69% (30% a mais que os temíveis laticínios) o crescimento de células cancerosas e tumores através da estimulação exagerada de um fator corporal denominado IGF-1 (Insulin Growth Factor). Somente isso, já seria significativo o suficiente para despertar um alerta em relação ao desmedido consumo de soja que tem acontecido.

 

MITOS E VERDADES SOBRE A SOJA

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Mito: Culturas asiáticas consomem grandes quantidades de soja.

Verdade: O consumo médio de soja no Japão e na China é de 10 gramas (aproximadamente 2 colheres de chá) por dia. Asiáticos utilizam a soja em pequenas quantidades, como condimento, e não como substituto para a proteína animal.

Mito: A soja fornece proteína completa.

Verdade: Como todas as leguminosas, a soja é deficiente em aminoácidos sulfurosos com a Metionina e a Cistina. Além disso, o processamento industrial desnatura a frágil Lisina.

Mito: Alimentos fermentados de soja podem fornecer a vitamina B12 para suprir as necessidades de dietas vegetarianas.

Verdade: O composto que lembra a vitamina B12 presente na soja não pode ser utilizado pelo corpo humano. De fato, alimentos provenientes da soja causam ao corpo uma necessidade maior de B12.

Mito: A fórmula nutricional para bebês feita de soja é saudável.

Verdade: Os inibidores enzimáticos da soja afetam a função pancreática. Dietas com elevado teor de inibidores de tripsina, quando testadas em animais, levaram a uma paralisia do crescimento e desordens do pâncreas. Soja aumenta a necessidade de vitamina D do corpo, necessária para o fortalecimento dos ossos e para o desenvolvimento em geral. O ácido fítico também reduz a absorção do ferro e do zinco, igualmente importantes para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. E a megadose de fitoestrogênios na fórmula infantil de soja tem sido apontada como um dos fatores da tendência do desenvolvimento sexual prematuro das meninas e do retardamento do desenvolvimento sexual dos meninos.

Mito: Derivados de soja podem ajudar a prevenir a osteoporose.

Verdade: Derivados de soja podem causar deficiências em cálcio e em vitamina D, ambos necessários para a saúde dos ossos.

Mito: Derivados de soja protegem contra diversos tipos de câncer.

Verdade: Um estudo feito pelo governo britânico relatou que não existe qualquer evidência que a soja proteja contra o câncer de mama ou qualquer outro tipo de câncer. De fato, derivados de soja podem resultar num aumento do risco de câncer.

Mito: Derivados de soja protegem contra doenças de coração.

Verdade: Em algumas pessoas, o consumo de soja irá reduzir o colesterol, mas não há qualquer evidência que as doenças do coração estejam ligadas ao aumento do colesterol.

Mito: O fitoestrogênio da soja (isoflavona) é saudável.

Verdade: As isoflavonas são agentes que, em excesso, rompem o equilíbrio do sistema endócrino. Acrescentados na dieta, podem prevenir a ovulação e estimular o crescimento de células cancerígenas. Apenas 30 gramas (4 colheres de sopa) de soja por dia pode resultar em hipotireoidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e fadiga.

Mito: Derivados de soja são bons para as mulheres em seus anos pós-menopausa.

Verdade: Derivados de soja podem estimular o crescimento de tumores devido ao seu teor elevado de fitoestrogênio, além do já mencionado déficit no funcionamento da tireoide. Uma tireoide debilitada é associada com dificuldades na menopausa.

Mito: Os fitoestrogênios da soja podem melhorar a capacidade cerebral.

Verdade: Um estudo recente revelou que as mulheres com a maior quantidade de estrogênio em seu sangue apresentavam os menores níveis de função cognitiva. O consumo de tofu é relacionado com o crescimento da ocorrência da doença de Alzheimer em descendentes de japoneses.

Mito: A soja é boa para a sua vida sexual.

Verdade: Diversos estudos demonstraram que derivados da soja causam infertilidade nos animais. O consumo da soja estimula o crescimento dos cabelos em homens de meia idade, algo que indica redução nos níveis de testosterona. Donas de casa japonesas alimentam seus maridos consistentemente com tofu quando querem reduzir sua virilidade.

Mito: A soja é boa para o meio ambiente.

Verdade: A maior parte da soja cultivada hoje em dia é geneticamente modificada, o que amplia o uso de pesticidas e polui a biosfera.

Mito: O cultivo da soja é um auxílio para os países subdesenvolvidos

Verdade: Em países de terceiro mundo, o cultivo da soja toma o lugar dos cultivos tradicionais e transfere o valor adicional do processamento da população para as corporações multinacionais.

Conclusão

Este artigo não tem a finalidade de demonizar a soja, mas o exagero da propaganda e a falta de critérios da mesma.

Sim, se você comer pequenas quantidades de produtos de soja orgânica em suas versões fermentadas, você pode colher alguns benefícios substanciais à saúde. É algo da Natureza que, quando devidamente preparado, pode ser alquimizado em algo benéfico.

Entretanto, utilizar a soja como fonte de proteína primária em formas não fermentadas – como o leite de soja e tofu – a relação de equilíbrio pode ser rompida. Os perigos de soja não podem ser ignorados. Assim, minha sugestão (e prática pessoal) para quem se interessa em comer produtos de soja:

> Não consumir mais do que 30g soja por dia – se tanto.

> Falei isto muitas vezes, mas vale ressaltar para gravar: apenas as formas fermentadas – tempeh, miso, natto e molho de soja.

> Absolutamente não recomendo leite de soja, pois é muito fácil consumir soja em excesso dessa maneira. Pessoalmente, eu gosto de usar leite de amêndoa. É low carb, e delicioso. Não tem tanta proteína, mas existem outras fontes. E se você optar por produtos lácteos, certifique-se de que são orgânicos, crus, e alimentados com capim, e não ração transgênica. Sei que é difícil de achar, mas este é o mundo que criamos.

> Comer apenas soja orgânica. Não recomendo chegar perto da versão transgênica – e está ficando cada vez mais difícil de evitar, muitas lavouras de soja orgânicos estão se tornando contaminadas.

Não recomendo isolado de soja como suplemento protéico. A minha preferência de proteína vegetal é uma mistura de proteína de arroz / ervilha.

 

Em menor escala, outros tipos de Feijão também são como a Soja

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Existem diversos tipos de leguminosas, ou feijões: feijões de todos os tipos e cores, lentilhas, grão de bico, soja, amendoim… Não é só a soja que tem os seus inconvenientes: todos os membros da família dos feijões apresentam, em escala menor do que a soja, fatores de dificuldade para a digestão, a menos que sejam devidamente preparados.

Feijões são vegetais nutritivos e protéicos, e oferecem uma qualidade de carboidrato que é entregue gradativamente ao sistema – chamamos este de “slow carb”. Algumas pessoas (em geral as que possuem uma digestão robusta) conseguem extrair com facilidade o potencial nutritivo dos feijões.

Outras, de digestão menos potente ou incompatível, não conseguem digerí-los muito bem. Alguns sinais claros de incompatibilidade: formação de gases, sonolência pós-refeição.

Qualquer tipo de feijão, a menos que ainda esteja verde dentro da vagem, também apresenta inibidores enzimáticos e antinutrientes em sua composição. A Mãe Natureza designou estas substâncias nos feijões para impedir que brotassem e crescessem antes que estivessem no ambiente correto.

Existem caminhos para minimizar estas dificuldades, em grande parte causadas pelos antinutrientes presentes neste tipo de semente – em especial os fitatos (ácido fítico), que bloqueiam a absorção de cálcio, magnésio, ferro e zinco, e que inibem enzimas importantes diretamente envolvidas na digestão como a pepsina e a amilase.

De fato, para qualquer feijão se tornar idealmente leve e digestivo é necessário que antes este seja deixado de molho de um dia para o outro. Na manhã seguinte, os grãos devem ser lavados e deixados em repouso sobre uma peneira. Os grãozinhos inchados recebem da água a mensagem de que podem então despertar para a vida e iniciar seu processo de germinação.

Este método simples de minimizar este problema e facilitar o aporte dos nutrientes do feijão leva tempo, mas quase nenhum esforço.

1 – Escolher o feijão de preferência (pessoalmente prefiro os mais leves, como o da foto (Mung ou Moyashi), ou as lentilhas.

2 – Deixar de molho por pelo menos 36 horas em água com uma colher de sopa de vinagre por cada 500ml. O ácido atua na redução dos fitatos.

3 – Lavar e aguardar 24hs para que o feijão pré-germine (reduzindo ainda mais seus antinutrientes).

4 – Pré cozinhar os feijões por 10 minutos, jogando fora esta primeira água.

5 – Congelar em porções (como na foto) e finalizar o preparo quando desejado. Dura meses no freezer!

Pode ser que feijões não sejam para você. Pode ser que seu corpo funcione melhor sem eles. Mas, se você gosta de feijões ou precisa usá-los como fonte de nutrição, este método faz toda a diferença.

Se você consegue digerir bem feijões que não passaram pelo processo de demolhagem, celebre: você foi abençoado com uma digestão robusta!

Os feijões moyashi, azuki e lentilhas são os de digestão mais fácil e leve, portanto os mais recomendáveis para consumo frequente (desde que preparados devidamente). Feijões mais densos como o preto ou o roxinho deveriam ser deixados para ocasiões especiais, ao invés de fazer parte da dieta do dia-a-dia. Alguns feijões de difícil digestão são o feijão branco e o feijão fava, ambos ricos na toxina hemaglutinina, assim como o são o roxinho, o jalo e diversas outras variedades, algo que inviabiliza seu consumo em estado cru.

 

Resumindo:

  • A soja começou a ser utilizada pelos chineses apenas após a descoberta do processo de fermentação, que neutraliza seus antinutrientes. Ainda assim é e foi utilizada apenas como tempero e não como fonte nutricional consistente
  • A soja está muito longe de ser o alimento saudável propagado pela indústria

A soja contém:

  • Elevado nível de antinutrientes, como ácido fítico e inibidores enzimáticos que bloqueiam a absorção de minerais podendo causar deficiências sérias;
  • Goitrogênicos: substâncias que impedem a absorção de iodo e causam hipotireoidismo e outros problemas de tireoide, inclusive câncer;
  • Fitoestrogênios: causam puberdade precoce nas meninas e puberdade retardada nos meninos, além de afetar outras áreas, podendo causar infertilidade;
  • Hemaglutinina: substância que pode causar coágulos sanguíneos;
  • Altíssimo teor de alumínio e manganês: alumínio é reconhecidamente deletério para o sistema nervoso e para o cérebro e o manganês em grandes quantidades também se torna tóxico para o sistema nervoso;
  • Grande quantidade de agrotóxicos, sendo uma das maiores monoculturas transgênicas, ameaçando nossa saúde e a saúde do planeta.
  • Outras espécies de feijões, como a lentilha, grão de bico, feijão roxinho, feijão preto, azuki, etc. também apresentam antinutrientes e inibidores enzimáticos e necessitam de preparação especial para minimizar essas substâncias indesejadas e serem melhor digeridos. Os processos mais comuns são: deixar de molho em meio ácido, germiná-los e cozinhá-los. As vagens não apresentam esses inconvenientes e são uma ótima opção.

 

Estudos citados:

1 – Katz, Solomon H., “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987, p. 50.

2 – Rackis, Joseph J. et al., “The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details”, Qualification of Plant Foods in Human Nutrition, vol. 35, 1985.

3 – Van Rensburg et al., “Nutritional status of African populations predisposed to esophageal cancer”, Nutrition and Cancer, vol. 4, 1983, pp. 206-216; Moser, P.B. et al., “Copper, iron, zinc and selenium dietary intake and status of Nepalese lactating women and their breastfed infants”, American Journal of Clinical Nutrition 47:729-734, April 1988; Harland, B.F. et al., “Nutritional status and phytate: zinc and phytate X calcium: zinc dietary molar ratios of lacto-ovovegetarian Trappist monks: 10 years later”, Journal of the American Dietetic Association 88:1562-1566, December 1988.

4 – El Tiney, A.H., “Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis (1989) 2:6778.

5 – Ologhobo, A.D. et al., “Distribution of phosphorus and phytate in some Nigerian varieties of legumes and some effects of processing”, Journal of Food Science 49(1):199-201, January/February 1984.

6 – Sandstrom, B. et al., “Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans”, Journal of Nutrition 119(1):48-53, January 1989; Tait, Susan et al., “The availability of minerals in food, with particular reference to iron”, Journal of Research in Society and Health 103(2):74-77, April 1983.

7 – Phytate reduction of zinc absorption has been demonstrated in numerous studies. These results are summarised in Leviton, Richard, Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The ‘Food of the Future’ – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing, Inc., New Canaan, CT, USA, 1982, p. 1415.

8 – Mellanby, Edward, “Experimental rickets: The effect of cereals and their interaction with other factors of diet and environment in producing rickets”, Journal of the Medical Research Council 93:265, March 1925; Wills, M.R. et al., “Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants”, The Lancet, April 8,1972, pp. 771-773.

9 – Hagger, C. and J. Bachevalier, “Visual habit formation in 3-month-old monkeys (Macaca mulatta): reversal of sex difference following neonatal manipulations of androgen”, Behavior and Brain Research (1991) 45:57-63.

10 – Ross, R.K. et al., “Effect of in-utero exposure to diethylstilbestrol on age at onset of puberty and on post-pubertal hormone levels in boys”, Canadian Medical Association Journal 128(10):1197-8, May 15, 1983.

11 – Herman-Giddens, Marcia E. et al., “Secondary Sexual Characteristics and Menses in Young Girls Seen in Office Practice: A Study from the Pediatric Research in Office Settings Network”, Pediatrics 99(4):505-512, April 1997.

12 – Rachel’s Environment & Health Weekly 263, “The Wingspread Statement”, Part 1, December 11, 1991; Colborn, Theo, Dianne Dumanoski and John Peterson Myers, Our Stolen Future, Little, Brown & Company, London, 1996.

13 – Freni-Titulaer, L.W., “Premature Thelarch in Puerto Rico: A search for environmental factors”, American Journal of Diseases of Children 140(12):1263-1267, December 1986.

Mais referências:

https://www.drmcdougall.com/misc/2005nl/april/050400pusoy.htm

https://www.westonaprice.org/soy-alert/

https://www.westonaprice.org/health-topics/myths-truths-about-soy/

https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2000/08/20/soy-dangers-part-two.aspx

https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2000/09/17/soy-brain.aspx

https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2000/02/13/more-on-soy.aspx

https://www.huffingtonpost.com/dr-mercola/soy-health_b_1822466.html

https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/08/05/which-infant-formulas-contain-secret-toxic-chemicals.aspx

https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2011/04/02/soy-formula-linked-to-fibroid-tumors.aspx

https://www.mercola.com/article/soy/avoid_soy.htm

55 replies on “O mito da Soja como alimento perfeito

  • Claudio Carneiro

    Obrigado Flávio,,,

    Para suplementar essa ideia do que é bom e o que não é bom no campo da nutriçao, assistam no NETFLIX o documentário ” What the Healt”,,,,,, vcs vão ficar chocados…
    Uma dica: nunca é tarde para mudar seus habitos. Não existem mais mistérios para a ciencia em relação ‘a saúde humana. O pior cego é aquele que não quer ver.
    Boa sorte a todos,,, vamos precisar…

  • Diogo Schneider

    “Portanto, se é absolutamente necessário beber leite vegetal de alguma espécie, que seja o leite de amêndoas, de gergelim, de coco, de castanhas, de nozes, de girassol, de linhaça, de quinua ou, em último caso, de arroz.”

    E o leite de aveia, Flávio? Sem problemas?

  • Eduardo

    Oi Flávio Agradecido pelo Artigo!

    Dr. Lair Ribeiro me assustou falando da Soja e do leite então fui procurar mais e me deparei com seu ARtigo que diz coisas semelhantes aos Estudos Abordados pelo Lair Ribeiro.

    Também tenho Dúvida sou Japones e sempre consumi muita soja, e meus pais tb. Minha mãe e Avó Apresentaram osteoporose relativamente Cedo e minha tia Cancer de Mama. Meu filho nasceu com autismo… Conheci Herbalife por causa do Xcal, um produto que repõe Calcio Magnesio e Vit D(osteoporose).

    #DUVIDA1: Também tenho duvida se o Shake deles faz bem pois tem proteina. Dizem que retiram os fitatos, porem e os antinutrientes e as Flavonoides, sera que ainda estao presentes?

    #DUVIDA 2: O Fato de Ter um monte de nutrientes anularia e forneceria mais nutrientes do que os Roubados pela Soja? Não encontro onde pesquisar pois as fontes americanas – não entendo ingles muito bem…Se alguém que ler aqui tiver alguma informaçao e quiser compartilhar por favor eu agradeço de coração

  • Elza

    Comi soja e tomei o leite de soja por anos e o resultado foi câncer de mama.
    Confio muito no Flávio e não acredito que haja interesse comercial envolvido em suas palestras e artigos. O fato dele ter uma empresa, onde são vendidos produtos de alta qualidade, não significa que o que ele expõe seja marketing.
    Parabéns, Flávio!

  • MARCELO

    Muito bom artigo mestre Flávio….ja sabia dos naleficios da soja a pelo menos 6 anos e ainda bem q brasileiros estão começando a fazer artigos para espalhar a informação…ja ta na hora da população perceber que tudo que aprendeu nos últimos 50 anos ta errado e nao passam de informações parciais e convenientes para a indústria de determinado alimento.

  • Monica

    Oi Flávio,
    Minha filha é intolerante a lactose. Treina pesado todos dias pois deseja ser tenista professional e o nutricionista orientou a tomar Whey Protein de soja. O que devemos fazer? Tem alguma alternativa?
    Grata

  • Lilian

    Boa tarde Flávio, desde os 2 anos e meio utilizo “leite de soja” na alimentação do meu filho. Fiquei muito assustada com seu artigo, pois sempre questionei os pediatras e uma nutricionista e fui incentivada a manter a dieta. Acredita que consigo reverter as perdas nutricionais e metabólicas mudando a alimentação dele à partir de agora???

  • Carlos Roberto

    Oi Flavio, gostei de seus artigos. Comer salmão do Alasca é difícil né?!. Comprava vitaminas nos EUA e assisti uma reportagem na tv a cabo que a matéria prima de boa parte dos laboratórios americanos (europeus?) importam do oriente (India, China e sudeste asiático: um lixo! higiene, passa longe. Enfim resta o bom senso e incentivar os orgânicos e colher orgânicos não é fácil.
    Na verdade, endeusamos a comida e a criatividade humana não tem limites.
    minha dieta é lacto ovo vegetariana (não gosto de soja) e um pouco de peixe (qualidade da proteína animal). Adoro massa com muito molho e bom queijo mas não como carne( tirando peixe) por questões herméticas eheh Viva as frutinhas e nozes e de vez em quando cometer o “crime” de saborear doces bem trabalhados é perdoável kkkk
    Abraço

  • Heloisa

    Olá Flávio!
    Muito interessante este seu artigo.
    Fiquei com uma dúvida: Aqui no Brasil temos algumas opções de proteina de soja texturizada que se dizem “orgânicas” … também são inapropriadas para consumo?
    Obrigada.
    Heloisa

  • adriana

    ola,tbm faço uso da soja e tem bastante tempo.Adoro comer a tal carne de soja mas sofro comproblemas de gases e acho que finalmente achei o que causa alem da carne faço uso do leite tbm sinto que vou parar por ai a minha digestao e pessima parece que esse alimento n esta sendo bom como penso .Acontece que n como carne tenho buscar as proteinas em outro alimento.Adorei o artigo e a partir de hj sem soja.

  • Simone

    Querido Flávio, tenho 4filhos de idades de 7 a 15 anos e todos nós somos vegetarianos , faço acompanhamento com nutricionista porem ela nunca me alertou pra essas questoes. Pelo contrario sempre me deu cardapios com a bendita da tvp para substituicao da carne.
    Agora apos ler seu artigo fiquei mesmo apavorada pois verdadeiramente me entupi e entupi meus pequenos com soja.
    Todos os dias comíamos tvp e ainda leite de soja, ades e ainda eu colocava extrato de soja no feijao e nas sopas.
    Entende meu desespero??
    A partir de hj nao farei mais aqui em casa e tbm vou mudar de nutri.
    Todas proteinas texturizadas sao esse lixo ou tem alguma marca q produza alguma natural ou organica?? Por favor me ajude….e o milho??? Tambem é assim como a soja???
    Me perdoe por tantos questionamentos é q fiquei preocupada pois consumi soja demasiadamente com minhas crianças. (Digo consumi pois agora nao mais graças a Deus e a vc q atraves desse artigo abriu os olhos de mt gente.)
    Obrigada!!!!

    • Flavio Passos

      Olá Simone! Se você comer pequenas quantidades de produtos de soja orgânica em suas versões fermentadas, você pode colher alguns benefícios à saúde. Lembre-se: apenas as formas fermentadas – tempeh, miso, natto e molho de soja. Quanto ao milho, é importante observar com atenção os rótulos e informações disponíveis nos produtos pois geralmente a indústria alimentícia utiliza milho transgênico.

  • Vitor Hugo

    Desculpe, mas pelo amor parei de ler quando chegou na parte de desengordurar soja com éter de petróleo, você esta totalmente enganado até nos processamentos o éter de petróleo é usado para analises de qualidade da soja que não para fins alimentícios por favor se for para escrever estas coisas pare de escrever

  • beatriz

    The Truth—and Falsehoods—About Soy

    Unless you are allergic to it, soy can be a great addition to your diet as it contains ALL of the amino acids, protein, calcium, iron, B1, B2, B3, B5, B6, B12, folic acid and more! Soy foods also contain isoflavones and phytoestrogens (plant-based estrogens), which can prevent and treat many diseases. Contrary to much misinformation fixated on the estrogen content of soy, phytoestrogens do NOT harm the human body. Animal estrogens, on the other hand, are deleterious to health (see the following articles: Hormones in milk can be dangerous and Estrogen: one of the risk factors in milk for prostate cancer). Meat and dairy products have the same-to-twice the amount of animal-based estrogens as the amount of phytoestrogens in soy. Some studies even suggest that phytoestrogens may actually inhibit the deleterious effects of animal estrogens. Always try to buy organic (non-GM) soy, and focus more on unprocessed soy (edamame) and the fermented versions (tempeh and miso) as they provide all the aforesaid nutrients plus natural pro-biotics that bathe your intestines in goodness.

    Most of the misinformation about soy comes from the meat, dairy, and egg industries, and their apologists Eric Schlosser and Michael Pollan (authors of Fast Food Nation, Food Inc., and The Omnivore’s Dilemma) who are blinded by their bloodthirsty cravings of meat, cheese, milk and eggs. Legitimate studies show positive effects of soy on human health. An excellent example of such a study is Soy and Health, published by the Physicians Committee for Responsible Medicine. This study is presented in full just below. As you peruse the study, note that these are not merely PCRM’s conclusions. These conclusions are amply documented, and are based on numerous studies published in well-established, widely respected medical journals that have no axe to grind with meat-eaters, vegetarians or vegans.

    If you’re still not convinced that soy is safe because of all the negative propaganda, soy does not have to be part of your diet. However, since 95 percent of all GM soy in America is set aside for animal feed, you still have to take the vegan route because the animals in the meat, dairy and egg industries are fed soy. The soy meat, cheese and milk substitutes are available because people are hopelessly addicted to the taste, smell and texture of animal flesh, and the things that come out of animals. If you can beat the addiction, and get to the heart of veganism by consuming only fruits, vegetables, nuts, seeds, legumes and grains (avoid wheat if you have a gluten allergy), then more power to you.

  • kassandra monteiro

    Olá! Gostei muito da página! Pode tirar uma dúvida? Como faço para germinar os grãos sem ficar “com cheiro de fermentação”?? Sempre deixo os grãos de molho para “tirar” os antinutrientes, mas com o grão de bico… Parece mais um “rejuvilac” dq germinação!!! Fica com o cheiro horrível e eu acabo descartando por não saber se poderia comer ou não… Obrigada!!!

  • Simone

    Que artigo caprichado!
    Gostei, mas achei que a informação da quantidade média consumida de soja pelos orientais está pequena, se tomar missoshiro com cubos de tofu pela manhã já extrapolou 2 colheres de sopa de soja… e os japoneses ainda temperam tudo com shoyu e missô. Será que é 2 colheres considerada seca em pó?

  • Johanna H.C.Damme

    Estou vegetariana ha 91 anos..foi alimentada com muito legumes, verduras, aveia, nozes de todo tipo..mas tambem com queijo e ovos. Ha pouco estou tentando ser vegan..usando sò agora, produtos de soja…depois de sua alerta vou parar com isto..melhor usar azeite ??? Adorei sua explicação. parabens !

  • Teresa Lopes

    Concordo com o seu artigo. Pela minha experiência pessoal. O que realmente é mais saudável são as comidas simples, cozidos de legumes com azeite, etc. No entanto quando existem crianças, sem apetite e vegetarianas, temos que ser criativos. É aí que surgem mais dificuldades. A soja e tofu ajudam bastante a compor os pratos. Mesmo sendo de origem biológica hfazem mal? Ou fazem menos mal? Que alimentos podem ajudar o sistema nervoso? E para abrir o apetite. Obrigada

  • Nina Shari

    Flávio
    Apavorante esta questão toda da soja. Para mim foi muito esclarecedor. Quanto aos feijões , eu nem suspeitava. Adoro feijão e lentilha mas agora vou seguir à risca suas dicas quanto ao preparo correto.
    Obrigada por compartilhar
    Abraço

  • Cláudia Costa

    Parabéns pelo artigo, eu consumia leite de soja e soja texturizada achando que estava investindo em saúde, mas, já haviam me alertado quanto a soja transgênica. Estamos tão acostumados a meias verdades ou mentiras que quando alguém nos relata, com sinceridade, sobre os malefícios de determinados alimentos, algumas pessoas não conseguem aceitar.

  • Rodrigo Varjao

    Oi Flávio, ta difícil viver no mundo, tudo faz mal, hehehehe. Eu gosto muito do Gary Yourofsky, apesar de não conseguir largar o ovo (amo um pão com ovo) e no site dele existem muitos artigos a favor da soja:

    1Badger TM, Ronis MJ, Simmen RC, Simmen FA. Soy protein isolate and protection against cancer. J Am Coll Nutr. 2005;24(2):146S-149S.

    2Wu AH, Yu MC, Tseng CC, Pike MC. Epidemiology of soy exposures and breast cancer risk. Br J Cancer. 2008;98(1):9-14.

    3Korde LA, Wu AH, Fears T, et al. Childhood soy intake and breast cancer risk in Asian American women. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2009;18(4):1050-1059.

    4Shu XO, Jin F, Dai Q, et al. Soyfood intake during adolescence and subsequent risk of breast cancer among Chinese women. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2001;10(5):483-488.

    5Shu XO, Zheng Y, Cai H, et al. Soy food intake and breast cancer survival. JAMA. 2009;302(22):2437-2443.

    6Ballard-Barbash R, Neuhouser ML. Challenges in design and interpretation of observational research on health behaviors and cancer survival. JAMA. 2009;302(22):2483-2484.

    7Messina MJ, Loprinzi CL. Soy for breast cancer survivors: a critical review of the literature. J Nutr. 2001;131(11 Suppl):3095S-3108S.

    8Wiseman H, O’Reilly JD, Adlercreutz H, et al. Isoflavone phytoestrogens consumed in soy decrease F(2)-isoprostane concentrations and increase resistance of low-density lipoprotein to oxidation in humans. Am J Clin Nutr. 2000;72(2):395-400.

    9Mitchell JH, Cawood E, Kinniburgh D, Provan A, Collins AR, Irvine DS. Effect of a phytoestrogen food supplement on reproductive health in normal males. Clin Sci (Lond). 2001;100(6):613-618.

    10Kurzer MS. Hormonal effects of soy in premenopausal women and men. J Nutr. 2002;132(3):570S-573S.

    11Strom BL, Schinnar R, Ziegler EE, et al. Exposure to soy-based formula in infancy and endocrinological and reproductive outcomes in young adulthood. JAMA. 2001;286(7):807-814.

    12Hamilton-Reeves JM, Vazquez G, Duval SJ, Phipps WR, Kurzer MS, Messina MJ. Clinical studies show no effects of soy protein or isoflavones on reproductive hormones in men: results of a meta-analysis. Fertil Steril. 2009.

    13Yan L, Spitznagel EL. Soy consumption and prostate cancer risk in men: a revisit of a meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2009;89(4):1155-1163.

    14Nagata C, Takatsuka N, Kawakami N, Shimizu H. Soy product intake and premenopausal hysterectomy in a follow-up study of Japanese women. Eur J Clin Nutr. 2001;55(9):773-777.

    15Atkinson C, Lampe JW, Scholes D, Chen C, Wahala K, Schwartz SM. Lignan and isoflavone excretion in relation to uterine fibroids: a case-control study of young to middle-aged women in the United States. Am J Clin Nutr. 2006;84(3):587-593.

    16Messina M, Redmond G. Effects of soy protein and soybean isoflavones on thyroid function in healthy adults and hypothyroid patients: a review of the relevant literature. Thyroid. 2006;16(3):249-258.

    17Divi RL, Chang HC, Doerge DR. Anti-thyroid isoflavones from soybean: isolation, characterization, and mechanisms of action. Biochem Pharmacol. 1997;54(10):1087-1096.

    18Pipe EA, Gobert CP, Capes SE, Darlington GA, Lampe JW, Duncan AM. Soy protein reduces serum LDL cholesterol and the LDL cholesterol:HDL cholesterol and apolipoprotein B:apolipoprotein A-I ratios in adults with type 2 diabetes. J Nutr. 2009;139(9):1700-1706.

    19Koh WP, Wu AH, Wang R, et al. Gender-specific associations between soy and risk of hip fracture in the Singapore Chinese Health Study. Am J Epidemiol. 2009;170(7):901-909.

    20Heaney RP, McCarron DA, Dawson-Hughes B, et al. Dietary changes favorably affect bone remodeling in older adults. J Am Diet Assoc. 1999;99(10):1228-1233.

    21Dewell A, Weidner G, Sumner MD, et al. Relationship of dietary protein and soy isoflavones to serum IGF-1 and IGF binding proteins in the Prostate Cancer Lifestyle Trial. Nutr Cancer. 2007;58(1):35-42.

    • Flavio Passos

      Oi Rodrigo! Tá difícil mesmo. Mudamos demais a Natureza neste último século, contaminamos o oceano e o solo, desmatamos para plantar soja e outras monoculturas, hibridizamos culturas diversas, modificamos geneticamente… Por isto, mais do que estudos (existem estudos que suportam a hipótese da soja danosa, existem estudos que suportam a tese da soja benéfica) eu opto por confiar na orientação de meus professores e na minha própria experiência, observação ao longo dos anos e senso de realidade. Abraço fraterno!

  • Ana

    Gostei muito do artigo.gostaria de saber se o leite de soja que ingerimos como ades ou naturis sem açúcar também entra nesta classificação de não saudável? Já que é feito do extrato da soja, e misturado.

  • Suzana Souza

    Confesso que fiquei bem confusa. Gostaria de saber na prática quais alimentos a base de soja são benéficos para a saúde e quais não são? O que significa soja fermentada? E que alimentos tem soja fermentada na composição? Obrigada.

  • Ivan Di Simoni

    Oi Flávio gostaria que vc colocasse as fontes de onde você obteve essas informações. Por exemplo você cita “pesquisas ainda pouco divulgadas” que pesquisas são essas? gostaria de lê-las.
    Outra coisa, não concordo quando você diz que o tofu no oriente só é utilizado em pouca quantidade e quase somente como tempero. Existem diversos pratos feitos com tofu como ingrediente principal. Morei na china e muito pratos tem bifes inteiros de tofu ou tofu em cubinhos frito.
    O próprio Dr. John McDougall diz que os produtos de soja são consumidos a mais de 5 mil anos pelas culturas orientais. bem diferente do que diz na sua matéria. O mais estranho é que se você olhar o site do Dr. John McDougall tem diversas receitas usando produtos de soja, e bastante tofu. até mesmo a soja apenas cozida.

    Nesta pagina dele ( https://www.drmcdougall.com/misc/2005nl/april/050400pusoy.htm) diz inclusive que a soja pode até mesmo prevenir alguns tipos de câncer.

    Sobre os antinutrientes ele mesmo diz ” These “anti-nutrient” substances are deactivated by cooking and fermentation.”

    Enfim. Há muito mais do que foi dito na sua matéria.
    Por favor gostaria de esclarecimentos sobre isso.
    Obrigado

    • Flavio Passos

      Olá, Ivan.

      Aqui o artigo que deu origem a este, completo com suas referências bibliográficas, e, ao fim, considerações sobre desde quando o Tofu faz parte da dieta comum oriental.

      https://www.mercola.com/article/soy/avoid_soy.htm

      Sobre antinutrientes e cozimento: os da soja requerem o longo processo de fermentação (misso, natto, tempê) para serem completamente inutilizados. O cozimento não é suficiente.

      Acredito que deve ser suficiente para aprofundamento de suas questões.

      Grande abraço!

    • Soraya

      “Verdade: O consumo médio de soja no Japão e na China é de 10 gramas (aproximadamente 2 colheres de chá) por dia. Asiáticos utilizam a soja em pequenas quantidades, como condimento, e não como substituto para a proteína animal.”

      Morei 2 anos e meio no Japão e posso afirmar com a mais absoluta certeza e tranquilidade de que eles consomem MUITA soja!!!

      Lá tofu é como o pãozinho nosso de cada dia, todo dia têm. Tanto que as validades dos mesmos são de máximo 2 dias.. estão sempre frescos! La o misso, é como o feijão do nosso arroz…. Nem terminei de ler depois dessa…

  • Rafael Pinto

    A grande falácia deste artigo, é o facto dos produtos de origem animal serem muito nocivos para a saúde e ao afastar as pessoas do consumo de leguminosas; so as estamos a aproximar do consumo de produtos animais! É isso que um nao entendido entende.
    Só vai fazer com as pessoas tenham ainda mais medo de seguir uma dieta sem produtos animais.

    • Flávio Passos

      Olá! A verdade precisa ser dita independente de qualquer interesse pessoal em manter um ponto de vista. Pessoalmente uso cerca de 10% de produtos de origem animal em minha nutrição pessoal e poderia, se quisesse, escolher estudos ou interpretações que “comprovam” que a Soja é a melhor bolacha do pacote. Preferi relatar a visão de meus professores, tal como ela é, para que a pessoa possa escolher isenta de influências de informação parcial da indústria. Abraços

      • ANA LÚCIA TEIXEIRA DE LIMA MOTA

        Olá Flávio. Concordo com você. Alguém como você que estuda profundamente alimentação humana, deve mostrar o outro lado dos alimentos. A escolha sempre é nossa! Só podemos fazer a nossa opção, quando conhecemos os dois lados da história. Nós somos induzidos a acreditar que este ou aquele produto é o melhor. E você nos mostrou com muita clareza que não é bem assim…a soja infelizmente é pior do que eu pensava.
        Adorei seu artigo. obrigada!

    • fernanda

      Ele te mostrou os efeitos e conseqüências da soja para sua saúde, nāo faz uma propaganda da carne. Se vc leu direito o artigo vc consegue extrair essa informaçāo. Ele ainda cita que se você quiser comer carne que pelo menos seja de uma maneira mais sensata e que de origem adequada.

  • Uilson Roberto Braghetto

    Caro Sr. Flavio, gostaria que se pudesse responder-me o seguinte:

    Esta correto consumi-la crua , triturada no liquidificador e colocá-la como um dos ingredientes de uma vitamina matinal?

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