O CONSUMO DE CASTANHAS E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS COMO HIPERTENSÃO ARTERIAL, OBESIDADE, DIABETES E CÂNCER

As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs) como a Hipertensão arterial, obesidade, o Diabetes, alguns cânceres e as Doenças Respiratórias Crônicas atingem milhões de pessoas no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, foram responsáveis por mais de 50% dos óbitos no país.

Muitas vezes, essas doenças são resultados de processos inflamatórios crônicos que ocorrem no organismo humano, devido a estímulos continuos associados a um desequilíbrio entre substâncias pró-inflamatórias (substâncias que promovem a inflamação) e substâncias anti-inflamatórias.

E qual é a melhor maneira de se evitar/prevenir essas doenças?

Você, com certeza, já sabe a resposta!

Uma das estratégias utilizadas para reduzir o risco das doenças crônicas está, de fato, relacionada a uma alimentação saudável e equilibrada.

Uma das alternativas dietéticas consiste no consumo de alimentos que contêm substâncias bioativas.

Nesse contexto, destacam-se as castanhas, alimentos que, além de serem ricos em macronutrientes como lipídios e proteínas, fornecem substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias.

 

 

Na literatura científica, é possível encontrar vários estudos que relatam a associação entre o consumo de castanhas e a redução de substâncias pró-inflamatórias que, consequentemente, pode diminuir o risco das doenças crônicas citadas anteriormente.

Abaixo, você encontra um esquema que resume o assunto abordado nesse texto.

 

Mais adiante, será possível compreender um pouco mais sobre cada aspecto e a relação existente entre eles.

 

Os processos inflamatórios crônicos fazem parte dos fatores responsáveis por desencadear as doenças crônicas não transmissíveis

A inflamação pode ser definida como um conjunto de alterações metabólicas devido a estímulos externos que, literalmente, agridem o nosso organismo. O sistema imunológico reconhece substâncias nocivas e/ou eventos que, de alguma maneira, interferem no equilíbrio fisiológico, gerando uma resposta inflamatória que tem por objetivo combater o agente/evento agressor.  

Além de fatores como poluição, sedentarismo e estresse, a alimentação interfere significativamente nos processos inflamatórios, pois muitos alimentos são considerados agentes “agressores” e, portanto, devem ser evitados e até banidos dos nossos hábitos alimentares!

Sabemos que isso é desafiador… principalmente porque estamos acostumados a consumir quantidades abusivas de alimentos nocivos.

A alta ingestão de comidas processadas/congeladas/industrializadas é um exemplo de uma prática negativa que pode contribuir para o estímulo de processos inflamatórios que, uma vez considerados crônicos, podem resultar nas doenças citadas.

Estudos demonstram a relação entre o aumento de uma substância pró-inflamatória, identificado no plasma sanguíneo, com a ocorrência do diabetes tipo II.

Há evidências de que um processo inflamatório crônico também esteja envolvido na origem da resistência à insulina (síndrome metabólica).

 

 

Sabe-se que qualquer processo inflamatório crônico induz essa resistência e também considera-se que a resistência à insulina, comumente associada à obesidade, acentua o processo inflamatório.  

A obesidade, per si, já é considerada um estado inflamatório de baixa intensidade e é uma das DCNTs que atinge grande parte da população mundial. No ano de 2017, um estudo global feito pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelou que 2,2 bilhões de pessoas (30% da população mundial) têm sobrepeso ou obesidade.

Estudos revelaram que o tecido adiposo produz uma série de substâncias pró-inflamatórias, envolvidas portanto no processo inflamatório, que podem dar origem a doenças crônicas secundárias como diabetes e hipertensão arterial.

Níveis aumentados de substâncias pró-inflamatórias, foram observados no sangue de indivíduos obesos quando comparados com indivíduos magros, ou seja, quem não têm quantidade excessiva de tecido adiposo.

O processo de inflamação é algo natural e essencial em alguns casos como, por exemplo, quando ocorre um ferimento. Nessas situações, o processo inflamatório desencadeado serve para proteger o organismo contra possíveis infecções secundárias.

O problema se agrava quando esse processo se torna contínuo/crônico, levando a um desequilíbrio metabólico.

A produção excessiva de substâncias pró-inflamatórias no organismo, além de favorecer o aparecimento das DCNTs, prejudica o sistema de defesa imunológico.  

 

 

Flávio, o que são substâncias pró-inflamatórias?

Substâncias pró-inflamatórias são compostos produzidos pelo organismo que atuam aumentando/promovendo o fenômeno da inflamação.

Quando a proporção dessas substâncias ultrapassa a quantidade de substâncias anti-inflamatórias produzidas fisiologicamente e perdurando por um período prolongado, pode-se afirmar que o organismo encontra-se em um estado de inflamação crônica.

Portanto, nesses casos, as substâncias pró-inflamatórias tornam-se mediadores da inflamação, ou seja, servem como parâmetro para identificar a ocorrência do processo inflamatório.

Alguns desses mediadores da inflamação, como mencionado, estão relacionados com as doenças crônicas. São alguns deles:

– Interlecunina-6 (IL-6);

– Interleucina-10 (IL-10);

– Adiponectina;

– Fator de necrose tumoral alfa (TNF-α).

Um estudo realizado por Rauchhaus e colaboradores (2000), confirmaram a relação entre concentrações aumentadas de IL-6 no sangue e a mortalidade em indivíduos portadores de insuficiência cardíaca crônica.

Kern e colaboradores (2001), realizaram um estudo em que identificaram a relação entre o aumento de níveis séricos de TNF-α e DCNTs como obesidade e diabetes.

Uma boa notícia é que, mais uma vez, a alimentação é considerada uma ferramenta na prevenção de doenças crônicas. Devido às suas propriedades nutricionais, alguns alimentos são capazes de interferir na concentração desses mediadores inflamatórios.

Os ditos alimentos funcionais, ou seja, alimentos ricos em compostos bioativos, como as castanhas, são considerados potenciais redutores do processo inflamatório, por atuarem diminuindo a concentração das substâncias pró-inflamatórias.

 

 

Como o consumo diário de castanhas pode auxiliar na prevenção das DCNTs?

As castanhas são alimentos ricos em macronutrientes (lipídios e proteínas) e compostos bioativos (substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias).

São portanto consideradas alimentos funcionais, pois possuem constituintes capazes de atuar no metabolismo humano, promovendo efeitos benéficos na saúde do indivíduo, incluindo a capacidade de retardar o aparecimento das DCNTs.

Um estudo realizado em uma escola de educação policial, com 32 homens saudáveis, em Gaziantep, na Turquia, revelou resultados interessantes em relação ao consumo de pistaches e a sua influência na redução de marcadores inflamatórios.

Os alunos que participaram do estudo viviam em um ambiente controlado e em relação à alimentação, não foram fornecidos nenhum alimento adicional que não seja servido durante as refeições cotidianas, exceto água ilimitada.

Os participantes, além de incluírem o pistache na refeição diária, se submeteram a uma dieta mediterrânea, ou seja, uma alimentação que se baseia em alimentos frescos e naturais, sem o consumo de industrializados/congelados.

Ao final das quatro semanas, observou-se uma redução expressiva nos níveis sanguíneos de IL-6, substância considerada pró-inflamatória.

Um ensaio clínico randomizado, realizado em 2014, avaliou os efeitos metabólicos do consumo de castanha do Brasil ao longo de 30 dias em indivíduos saudáveis da região de Santa Maria, RS. Nesse estudo, foi possível observar que voluntários que consumiram uma porção de 20 ou 50g da castanha, apresentaram concentrações sanguíneas de IL-1, TNF-α, INF-γ (substâncias pró-inflamatórias)  diminuídas, ou seja, houve uma melhora nos parâmetros inflamatórios.

 

 

Considerações finais

Além de influenciarem positivamente o processo inflamatório, as castanhas apresentam outros benefícios nutricionais como retardar o envelhecimento da pele, devido à presença de substâncias antioxidantes.

Abaixo, você encontra uma lista com outros benefícios! Vale ressaltar a importância de se verificar a procedência desses alimentos. Por isso, a Puravida oferece diversos tipos de castanhas com um diferencial: pensando em sua saúde e bem estar, vários parâmetros e critérios foram avaliados e estudados para proporcionar uma qualidade única às castanhas. Descubra no site da Puravida e acesse os links para incluir o consumo desses alimentos essenciais na sua rotina.

Amêndoas: fonte de cálcio e magnésio. Ajudam a prevenir doenças como a osteoporose. https://www.puravida.com.br/superfood/amendoa-natural/

Avelã: estão entre os alimentos mais ricos em vitamina E. Essa vitamina, dentre outras funções, protege a pele contra o envelhecimento precoce. https://www.puravida.com.br/superfood/avela-natural/

Castanha de caju: importante fonte de zinco. Esse mineral ajuda a fortalecer as defesas naturais do organismo. https://www.puravida.com.br/superfood/castanha-de-caju/

Castanha do Pará (ou castanha do Brasil): rica em ômega-9. Ajuda na memória e raciocínio. https://www.puravida.com.br/superfood/castanha-do-para/

Macadâmia: rica em ferro. Ajuda a combater a anemia, doença que gera fraqueza e fadiga ao organismo. https://www.puravida.com.br/superfood/macadamia/

Noz pecã: 87% de suas gorduras são consideradas “boas”. Auxiliam o equilíbrio das gorduras no corpo, protegendo o coração. https://www.puravida.com.br/superfood/noz-peca/

Pistache: rico em fibras que auxiliam o bom funcionamento do intestino. https://www.puravida.com.br/superfood/pistache-natural/



Fontes e referências:

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/vigilancia-de-doencas-cronicas-nao-transmissiveis

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20181810

http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/14-4/07-obesidade.pdf

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9794114

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18492747

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24781596

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11104867

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11287357

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19647416

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24607303

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