Adoce, mas não adoeça

Por Flávio Passos com colaboração de Pedro Ivo

Nosso primeiro alimento – o leite materno – é adocicado. Este sabor traz algo especial e em inúmeras línguas essa apreciação pelo o que é doce se manifesta em expressões diversas do idioma como “voz doce”, “olhar doce”, “jeito doce”, “fulano é um doce”, e assim por diante, isto quase não ocorre com os outros sabores, o amargo e o azedo costumam ter conotações negativas e o picante é usado em situações bem específicas….

É interessante notar que após a fase da amamentação, alimentos doces em geral e substâncias que adoçam não tem importante papel nutricional; pelo contrário, cada vez mais consolidamos a certeza de que quase tudo que é doce não deve ser consumido com frequência e nem em grandes quantidades…

No entanto, para a ainda grande maioria não ter a experiência sensorial do sabor doce é praticamente impensável. Vamos explorar neste artigo as repercussões negativas do excesso de açúcar e as diversas opções que temos para adoçar alimentos e bebidas. Quais devem ser evitadas ao máximo, quais podem ser utilizadas esporadicamente e quais as mais adequadas para a nossa saúde.

 

Doces ao longo da história…

Os elementos mais abundantes e utilizados na dieta comum moderna – carboidratos refinados, açúcar e óleos vegetais –  nunca serviram como importante fonte nutricional para o ser humano. Fontes concentradas de carboidratos (alimentos que se convertem em açúcar) são raras na natureza, e não faz sentido que o alimento ideal para o ser humano não estivesse disponível na Natureza desde o tempo de nossos ancestrais. Nenhuma inteligência criaria um veículo sem que o combustível correto estivesse disponível ao redor deste veículo.

Assim, é importante estudar o que havia disponível como alimento nos tempos pré-agricultura, pré-indústria para entender o que é de fato uma dieta natural para o homem. Sim, nossos ancestrais utilizavam mel, frutas silvestres, poucos grãos e sementes, algumas batatas e raízes selvagens e seivas adocicadas de árvores. Mas a ingestão de alimentos baseados em hidratos de carbono era moderada ou baixa. É importante notar que estamos falando de nômades ou semi-nômades com estilo de vida muito ativo, ou seja, mesmo com a ingestão de calorias de carboidratos o estilo de vida impedia que tais calorias se depositassem na forma de gordura e se convertessem em problemas de saúde.

A disponibilidade de frutas mais doces, assim como o consumo frequente e em quantidade significativa de cereais com alto teor de carboidrato, são possibilidades que começaram a fazer parte da dieta humana recentemente, com o advento da agricultura – há menos de dez mil anos. Para a evolução da biologia isso é muito pouco tempo. O corpo humano e seu metabolismo é ainda praticamente idêntico ao dos nossos ancestrais.

Não é por acaso que os estudos são unânimes em apontar degeneração da saúde em todos os níveis com a escalada da ingestão de açúcares. Doenças que antes inexistiam, como a diabetes tipo 2 ou tipo 3, síndrome metabólica e a obesidade, hoje são epidemia. Para piorar um pouco, quanto mais alimentos de rápida entrega de energia eram desenvolvidos pela hibridização de cereais e frutas, mais a população se tornava sedentária, já que o cultivo de alimentos propiciou os agrupamentos fixos e o surgimento das cidades. Ou seja, a equação adotada foi: mais açúcar, menos atividade física. Isto definitivamente precisa mudar na vida de quem aprecia cultivar a própria Saúde.

Em resumo, alimentos concentrados em açúcar são raros na natureza e quando utilizados esporadicamente por indivíduos saudáveis dentro de um estilo de vida natural e dinâmico não apresentam ameaças para a saúde. Ninguém está dizendo para você eliminar o sabor doce de sua vida para sempre – mas minimizar a frequência, a quantidade e, sobretudo, a dependência.

Os problemas realmente começam a surgir quando esses alimentos se tornam a regra, e não a exceção. No último século a situação se agravou por causa das técnicas de produção em massa, concentração e refino, que tornaram os açúcares cada vez mais baratos e onipresentes. Ou seja: definitivamente estamos exagerando em algo que a própria Natureza sabiamente oferecia com parcimônia.

Açúcar 

O açúcar de mesa, como conhecemos, é originário da Índia e derivado da cana, utilizado há milênios sob as formas de melado, rapadura e açúcar mascavo (que é a rapadura moída). Porém, seu uso nunca foi rotineiro e culinário, de fato, o açúcar era encarado como uma substância medicinal, para ser utilizada ocasionalmente. Isto também ocorria pois é preciso um longo e penoso trabalho para produzir artesanalmente uma pequena quantidade de açúcar, então este produto era raro e valioso. Muitos indianos ainda se apegam a esta versão “antiga” de que o açúcar é medicinal e valioso, e isto se tornou perigoso, pois hoje é refinado, abundante e barato, e certamente estas duas situações juntas contribuíram para fazer da Índia o país com maior taxa de diabetes do mundo.

O quão nocivo pode ser o açúcar, vai depender do tipo, da quantidade e da frequência. O açúcar adicionado em produtos industrializados e utilizados praticamente para todos os usos culinários domésticos, consumido diariamente diversas vezes ao dia é provavelmente o principal problema da dieta atual e está indubitavelmente entre as substâncias mais perigosas e nocivas que fazem parte da dieta moderna (juntamente com óleos refinados e aditivos químicos).

Alguns dos problemas associados ao consumo excessivo de qualquer açúcar, incluindo mel e frutas doces (principalmente na forma de sucos, ou consumidas em excesso) são:

Cáries e problemas dentais: O açúcar torna o ph da boca ácido, o que contribui para degeneração do esmalte e para a proliferação das bactérias causadoras de problemas dentais e de gengiva, além disso, os açúcares simples são alimento para essas bactérias (1)

Ganho de peso: Os picos de glicose (e, consequentemente, insulina) no sangue tipicamente causados pelo consumo de carboidratos enviam mensagem ao corpo para estocar gordura, assim sendo engordar não está apenas relacionado com a quantidade de calorias ingeridas, mas principalmente com o tipo de caloria ingerida (2), carboidratos e açúcares fornecem diferentes tipos de caloria da gordura e da proteína. Açúcares são conhecidos por “calorias vazias”, não contribuem para nutrir o corpo, por isso mesmo as regiões do cérebro responsáveis em detectar saciedade não ficam “tranquilas” (3), continuam emitindo impulsos de apetite e necessidade de comer pois o corpo precisa não só de calorias, mas de nutrientes diversos, assim a pessoa come em excesso e ainda continua com fome – é um círculo vicioso perigoso. Além disso a resposta hormonal e é muito diferente, além dos problemas relacionados à insulina, a frutose por exemplo não causa uma resposta satisfatória de diminuição da grelina, que é conhecida como “hormônio da fome”, fazendo com que a pessoa coma mais do que comeria se ingerisse outro tipo de caloria, sendo ainda pior para o ganho de peso do que a glicose (4).

 

Desequilíbrio da insulina, contribuindo para os processos que aceleram o envelhecimento e levam a doenças inúmeras como diabetes tipo 2: Os picos elevados e frequentes de insulina fazem com que as células passem a ficar resistentes a ela. Essa tendência é conhecida por “resistência à insulina” e é um fator que contribui para o aparecimento de diversos problemas de saúde, dentre as quais a síndrome metabólica, obesidade, doenças cardiovasculares e especialmente diabetes do tipo 2. (5, 6, 7, 8, 9)

Estimulo de regiões cerebrais relacionadas ao vício: Diferentemente de qualquer outro alimento, o açúcar aciona excessivamente áreas cerebrais relacionadas ao mecanismo de recompensa e prazer que liberam grandes quantidades de dopamina, isso pode gerar um comportamento compulsivo, inclusive com alterações de humor que muito se assemelham ao vício de drogas.(10, 11, 12 )

Diminuição da imunidade: A ingestão de açúcar suprime o bom funcionamento do sistema imunológico. (13)

Inflamações generalizadas: Processos inflamatórios sistêmicos estão correlacionados a inúmeros distúrbios. O açúcar promove os processos inflamatórios. (14)

Alteração da flora intestinal: Nosso sistema digestivo é habitado por trilhões de bactérias que atuam de inúmeras formas e são essenciais para uma boa saúde não apenas do trato digestivo, mas de todo o corpo, inclusive do cérebro. (15)

Problemas cognitivos: Além do estímulo excessivo de certas áreas cerebrais e da produção de dopamina que leva a comportamentos compulsivos, o excesso de açúcar causa inflamação generalizada, inclusive do cérebro. (16, 17)

Câncer: Diversos estudos demonstraram que quanto maior o consumo de açúcar, mais aumentam as chances de desenvolver algum tipo de câncer. Diversos fatores contribuem para isso, como a desregulação hormonal, processos inflamatórios, diminuição de imunidade e outros. (18, 19, 20)

 

Ou seja: há de fato um propósito por trás da iniciativa da Natureza de oferecer açúcares apenas em pequenas doses, sazonalmente, sempre associado com fibras ou nutrientes que reduzem a velocidade de entrada de carga glicêmica no organismo.

Açúcares Refinados (leia: veneno a se evitar)

Os açúcares refinados já perderam todos seus outros componentes, como vitaminas, minerais, fibras e compostos fitoquímicos. O açúcar, junto com o trigo refinado e os óleos vegetais processados forma o tripé que sustenta a indústria de junks foods e de alimentos ultra-processados.

Além de vazios de nutrientes, os açúcares refinados são conhecidos como antinutrientes – consomem nutrientes do corpo para serem metabolizados, drenando principalmente minerais do organismo.

A sacarose é o principal componente do açúcar comum e é composto de glicose e frutose. Vamos entender estes dois açúcares simples que compõem a sacarose e outras fontes de açúcar natural. Em suas versões refinadas e concentradas, ambas têm impacto deletério à saúde e as pesquisas mais recentes apontam a frutose como a mais prejudicial dentre elas…

Glicose: A glicose é utilizada pelas células do corpo para a produção de energia (ATP). Os carboidratos em geral, em última instância acabam por se tornar glicose em nível celular. Açúcares e carboidratos complexos dentro de sua fonte natural – os alimentos – são absorvidos gradualmente pelo corpo, sendo assim, não apenas saudáveis, mas vitais. Em suas versões mais concentradas – mel, caldo de cana, frutas doces, etc – são rapidamente absorvidos pelo corpo causando picos de insulina e desequilibrando o organismo. Em suas versões refinadas, como a sacarose (açúcar comum), a glicose vem desprovida de qualquer nutriente, funcionando até como antinutriente – ainda que forneça energia para as células.

Frutose: Um adoçante normalmente vendido como saudável, dá a entender que é extraído de frutas, mas na verdade é um derivado do xarope de milho. Diferente da glicose, a frutose não é utilizada pelas células, e não tem papel importante para o organismo. A frutose é metabolizada apenas no fígado e guardada sob a forma de glicogênio, porém, quando o fígado já está saturado, o que ocorre frequentemente, a frutose é transformada em gordura levando à doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode levar à esteatose hepática (25, 26).

A frutose inibe a supressão da grelina, um hormônio produzido no tubo digestivo e que regula a fome. Quando comemos, a grelina é suprimida e a fome passa. Se essa supressão é inibida, a grelina continua agindo e a pessoa continua com fome. Portanto, se ingerimos uma bebida com frutose, sentiremos mais fome logo em seguida do que se não tivéssemos ingerido nada (27, 28). A frutose vem sendo apontada como a principal causadora de quadros sérios como os de resistência à insulina (29, 30) e a síndrome metabólica que envolve diversos sintomas como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.

mel

Adoçantes Naturais (Glicêmicos, consuma com moderação)

Mel – O mel certamente é a fonte concentrada de açúcar mais universalmente apreciada e seu uso remonta ao paleolítico. O mel, além de ser um alimento altamente energético (calorias de glicose) e adoçante, é reconhecido por suas propriedades medicinais em tradições diversas como indígenas, egípcia, chinesa e indiana (ayurveda). O mel é constituído por volta de 80% de açúcar, sendo por volta 40% frutose e 40% glicose.

Contém aminoácidos, minerais, vitaminas, enzimas e flavonoides antioxidantes.

O mel acalma o sistema respiratório, alivia tosses e sintomas da garganta e ajuda a combater alergias. Um estudo realizado com 105 crianças demonstrou que o mel é mais eficaz para aliviar a tosse do que o xarope padrão a base de dextrometorfano (DM). (21)

Na medicina chinesa é recomendado também para melhorar o funcionamento do intestino. Para este uso, a melhor maneira é toma-lo de manhã, em jejum, misturado em água levemente morna.

O mel puro e cru (que não passou por temperaturas acima de 45 graus) é rico em amilase, enzima que digere carboidratos. A presença desta enzima faz com que o mel seja o adoçante ideal para mingaus, pães e torradas, já que a amilase colabora com a digestão de grãos.

O mel também pode ser utilizado para fins curativos e estéticos sobre a pele. Ajuda na cicatrização, tem poderes antibióticos e também nutre e deixa a pele mais bonita.

Cuidado ao escolher seu mel, infelizmente a maior parte dos méis encontrados no mercado não são puros. Entre os que são puros, poucos não passaram por processos envolvendo calor, que alteram a qualidade do mel. Para aproveitar ao máximo os benefícios do mel, é essencial que este seja puro e de preferência cru (que não foi submetido a temperaturas maiores do que 45 graus). Ayurveda menciona categoricamente em seus textos milenares: “mel, quando aquecido, se transforma de nectar em veneno”.

rapadura

Melado, Rapadura e Açúcar Mascavo – A cana, originária da Ásia, já era conhecida e utilizada por sua doçura e alta carga energética há milênios. O primeiro registro do açúcar mascavo é de mais de 3.000 anos, na Índia. O açúcar mascavo é feito a partir do cozimento do caldo de cana, que livre de algumas impurezas e mais concentrado vira o melado, mais condensado e já solidificado vira rapadura, que moída, resulta no açúcar mascavo.

Estes três produtos derivados da cana contêm também algumas vitaminas e boa quantidade de diversos minerais, principalmente o ferro, manganês, magnésio e potássio.

O índice glicêmico é alto, apenas um pouco mais baixo do que o do açúcar refinado. Mas pelo menos você tem mais nutrientes. Nada que justifique o acréscimo de açúcar, mas se não consegue evitar, vale sempre escolher o melhor possível.

Honey in a wooden spoon and jar on a wood rustic background

Honey in a wooden spoon and jar on a wood rustic background

Mapple syrup –  Seiva adocicada extraída das árvores no final do inverno e início da primavera no hemisfério norte, quando o metabolismo das árvores ainda está reduzido, como resultado do rigoroso inverno (sobretudo no Canadá). Contém minerais e antioxidantes. É um dos poucos adoçantes, junto com o mel a ser utilizado por populações nativas. Também tem índice glicêmico alto, mas menor do que o do açúcar refinado.

Xarope de agave – NÃO é um alimento saudável. Embora com índice glicêmico mais baixo, o adoçante de agave tem alto teor de frutose livre, sendo, portanto, tão nocivo quanto o xarope de glicose de milho. Como veremos adiante, a frutose é ainda pior do que a glicose, e o nível de frutose no agave pode alcançar até 90%! Deve ser evitado sempre.

Xarope de milho – O mesmo que o xarope de agave, tem alto teor de frutose livre. Extremamente nocivo e infelizmente cada vez mais utilizado pela indústria. Os alimentos industrializados são em sua grande maioria adoçados com xarope de milho. Deve ser evitado sempre.

Xarope de yacon – Derivado de um tubérculo, a batata yacon, originária dos Andes, este adoçante se destaca pela presença de frutooligossacarídeos que atuam no crescimento da flora intestinal, contribuindo para a saúde intestinal. O gosto não agrada a todos. Tem índice glicêmico baixo.

Acucar-de-coco

Açúcar de CocoUtilizado tradicionalmente nas regiões Indonésia, é extraído da seiva dos cachos de flores das palmeiras. Assim como o mel e o melado, contém inúmeros minerais com destaque para o zinco. O que o diferencia nutricionalmente destes é o seu índice glicêmico bem mais baixo (35). Isto significa que este açúcar é metabolizado de forma mais suave pelo organismo, sem elevar bruscamente os níveis de glicose no sangue. O sabor é muito agradável e o poder de adoçar é igual ao do açúcar comum. Mas, ainda assim é um açúcar, algo para se utilizar com moderação.

 

Adoçantes Ideais (Pouco ou nada glicêmicos)

stevia

Stévia Extraído de uma planta nativa da América do Sul, a Stévia Rebaudiana, é um dos raros adoçantes naturais cuja doçura não provém de nenhum tipo de açúcar; tem basicamente zero de calorias, e não só não traz os malefícios do açúcar, mas inclusive pode trazer benefícios à saúde. Estudos demonstraram que a stévia pode ajudar os que sofrem de pressão alta (22, 23) e também ajuda a diminuir os níveis de glicose no sangue de diabéticos (24).

Suas propriedades edulcorantes provêm de mais de uma substância, sendo que uma delas tem por característica um retrogosto levemente amargo que é considerado desagradável por muitos. Este amargor provém de um glicosídeo (steviosídio), que aparece em maior quantidade nas folhas do que a outra substância adoçante, a rebaudiose. A qualidade dos adoçantes extraídos da Stévia é variável devido à essa característica. A grande maioria contém o steviosídeo e deixa um característico gosto residual.

Aqueles feitos exclusivamente a partir da Rebaudiose A, que compõe apenas 10% da folha, são os melhores, basicamente eliminando qualquer traço de retrogosto. Tem um poder adoçante aproximadamente de 300x o do açúcar. O adoçante natural ideal para aqueles que apresentam problemas relacionados com insulina ou obesidade, ou simplesmente para quem não deseja nenhum dos efeitos nocivos relacionados ao açúcar.

Fruto dos monges (Lo Han Guo) –  Adoçante extraído desta fruta, que já é conhecida e utilizada na China há séculos. O fruto in natura contém carboidratos e frutose, além da substância adoçante que é extraída para fazer adoçantes com zero calorias e zero de índice glicêmico. Até hoje foram realizados poucos estudos que apontaram nenhum efeito nocivo. É um concentrado de uma substância natural. Tem poder adoçante 300 vezes maior que do açúcar, é semelhante à Stevia. Raramente encontrado no Brasil.

Taumatina – É um adoçante natural uma mistura de proteínas extraída de uma planta da África Ocidental (Thaumatococcus daniellii), portanto não possui carga glicêmica, e é metabolizado como as demais proteínas da dieta. Está no Livro Guinness dos Records como a substância mais doce conhecida, por volta de 3000 vezes mais que o açúcar.Já era utilizada por nativos como adoçante e realçador de sabor e aroma em alimentos e bebidas. A Taumatina é utilizada como adoçante e/ou aditivo alimentar (intensificador de sabor), no Japão desde 1979. Como seu poder adoçante é muito elevado, costuma ser misturada a outros adoçantes ou substâncias neutras para ser comercializado.

Polióis ou álcoois de açúcar

Os polióis são compostos que ocorrem naturalmente em vegetais. Suas estruturas moleculares são próximas das do açúcar e do álcool. Os polióis não causam nenhum efeito similar ao álcool e embora sejam doces, seus efeitos no organismo são bem diferentes dos do açúcar (e do álcool).

Existem diversos polióis, cada qual com sua característica, dentre eles, os mais conhecidos são xilitol, eritriol, lactitol, maltitol, isomalte, manitol, sorbitol.

Abaixo uma tabela mostrando os níveis de doçura, índice glicêmico (GI) e calorias por grama de diferentes polióis:

Ingrediente Doçura GI Cal/g
Sacarose (açúcar de mesa) 100% 60 4
Xarope de Maltitol 75% 52 3
Hidrolisado de Amido Hidrogenado 33% 39 2.8
Maltitol 75% 36 2.7
Xilitol 100% 13 2.5
Isomalte 55% 9 2.1
Sorbitol 60% 9 2.5
Lactitol 35% 6 2
Manitol 60% 0 1.5
Eritritol 70% 0 0.2

xylitol

A maioria dos polióis é derivado de fibras naturais. A grande vantagem dos polióis é seu sabor neutro, seu índice e carga glicêmicos muito baixos e sua versatilidade gastronômica.

Eritritol – Tem o sabor bem próximo do açúcar, com um leve retrogosto. Com índice glicêmico zero, contém apenas 6% das calorias do açúcar e 70% de sua doçura. É excretado do organismo ainda intacto. Não altera a insulina e os estudos apontam que seu uso é seguro, mas, como os outros polióis, em excesso pode causar alguns problemas intestinais. (31, 32)

Xilitol – O Xilitol tem a aparência e o gosto bem parecido com o do açúcar, com 40% menos de calorias e baixo índice glicêmico, de apenas 7, enquanto o do açúcar comum está entre 60 e 70. O xilitol não afeta a insulina, portanto é uma excelente opção para pessoas com diabetes, pré-diabetes e obesidade.  Uma curiosidade sobre o xilitol é que ele deixa uma sensação refrescante na boca e melhora a saúde bucal, ajudando a prevenir cáries e outros problemas (33, 34). O xilitol é benéfico por diversos motivos:

  • Diferentemente da sacarose, não serve como alimento para as bactérias nocivas.
  • O xilitol, ao contrário do açúcar, alcaliniza a saliva, ajudando a prevenir a placa bacteriana e as cáries. Ao fermentar o açúcar, as bactérias se proliferam, deixando o ph do interior da boca mais ácido, o que vai corroendo o esmalte e aumentando a placa bacteriana que pode levar a gengivite e cáries.
  • o xilitol ataca diretamente as bactérias patogênica da boca. Ao diminuir a glicose disponível no sangue e na boca, diminuímos também os nutrientes destas bactérias, e ao consumir o xilitol, não só não fornecemos alimento para estas, mas ao tentarem se alimentar de xilitol, elas deixam de consumir glicose e morrem.
  • Estudos mostraram que o xilitol aumenta a absorção de cálcio no sistema digestivo, contribuindo para a saúde dos dentes e dos ossos.
  • Combate infecções nos ouvidos e sinus. Os mesmos tipos de bactérias que causam cáries e gengivite, causam também infecções nos ouvidos e na cavidade nasal, e como os três estão interligados, o efeito protetor do xilitol se estende para o nariz e os ouvidos. (Estudos e referências adicionais no fim do texto).
  • Combate a Candida Albicans, fungo causador de inúmeros problemas de saúde.
  • O xilitol tem o potencial de alimentar as bactérias benéficas da flora intestinal, atuando como um prebiótico, similar às fibras.

Como os outros polióis, em excesso pode causar distúrbios no sistema digestivo.

Cuidado se tiver cachorros em casa, o xilitol é tóxico para os cães.

Adoçantes artificiais

Como vimos, os problemas causados pelo açúcar refinado são inúmeros, e alternativas para adoçar sem os danos do elevado teor calórico e do alto índice glicêmico começaram a ser pesquisadas e desenvolvidas em laboratórios. Portanto, as substâncias artificiais desenvolvidas têm as características básicas de baixa caloria e menor, ou nenhum efeito na insulina.

Entre os adoçantes mais conhecidos estão o aspartame, acesulfame, sucralose, ciclamato, sacarina, neotame e advantame. O aspartame é a substância campeã de reclamações de problemas de saúde no FDA norte-americano, o que com certeza deveria servir como um indicativo.

Os estudos oficiais relacionados aos adoçantes são controversos, não se pode ainda afirmar com certeza científica danos à saúde e nem se afirmar que são inócuos. Alguns médicos correlacionam adoçantes a enxaquecas e suspeitam de possíveis efeitos carcinogênicos. Pesquisas apontam fortes indícios que a sucralose, um dos adoçantes considerados saudáveis, afeta negativamente a flora intestinal podendo levar a diversos problemas (35).

Considera-se que os estudos feitos até hoje com a maior parte dos adoçantes são inconclusivos. A recomendação é evita-los, já que são artificiais e muito recentes na dieta humana.

Melhores e Piores

Certamente ficou claro que as piores opções são o açúcar refinado e os xaropes de milho e agave (ambos piores que o próprio açúcar) por conterem frutose livre. O ideal é nunca utilizá-los (não se esqueça que estão quase sempre incluídos nos produtos industrializados.)

Se o uso de adoçantes é algo esporádico e você tem um estilo de vida saudável, provavelmente adoçantes naturais com carga glicêmica não irão te prejudicar. Dentre as opções disponíveis, consideramos as melhores o mel puro cru para receitas que não vão ao fogo e o açúcar de coco ou o melaço de cana para receitas que serão submetidas ao calor e para adoçar bebidas quentes, como o café por exemplo. Sempre com moderação, se lembrando de que açúcar é açúcar, mesmo os mais naturais.

Aqui vale “ma observação para as frutas, o ideal é evitar sucos de frutas em geral, principalmente os concentrados e os coados. Quem tem sede bebe água. Quem tem fome COME a fruta. Mesmo as frutas in natura, quando muito doces, para aqueles que estão se trabalhando para o máximo equilíbrio, tornam-se alimento para o pós atividade física, sobremesas esporádicas ou adoçantes para receitas, e não comida de toda hora. É claro que a tolerância de carboidratos varia de acordo com o indivíduo.

No caso dos adoçantes sem carga glicêmica, os melhores são a Stévia, o xilitol, a taumatina, e o eritritol.

Lembramos que a linha PuraVida oferece quatro opções do que há de melhor em adoçantes naturais saudáveis:

Açúcar de Coco Orgânico (para usar com moderação)

Pura Stevia Premium

Stevia Premium + Extrato De Baunilha

Puro Xilitol

 

Referências de Estudos:

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http://nutritionj.biomedcentral.com/articles/10.1186/1475-2891-3-9

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http://www.ajconline.org/article/S0002-9149(99)00211-8/abstract

http://nutritionandmetabolism.biomedcentral.com/articles/10.1186/1743-7075-2-5

http://ajcn.nutrition.org/content/76/5/911.short

http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=199317

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Consultas:

https://authoritynutrition.com/artificial-sweeteners-blood-sugar-insulin/

https://authoritynutrition.com/sucralose-good-or-bad/

https://authoritynutrition.com/agave-nectar-is-even-worse-than-sugar/

https://authoritynutrition.com/4-healthy-natural-sweeteners/

https://authoritynutrition.com/10-disturbing-reasons-why-sugar-is-bad/

https://authoritynutrition.com/xylitol-101/

http://www.marksdailyapple.com/sugar-suppresses-immune-system/#axzz4BtKfhwhc

http://www.enxaqueca.com.br/blog/adocantes/

http://www.lowcarb-paleo.com.br/2013/02/adocantes-e-rotulos.html

Mais estudos sobre o xilitol:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2352484/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10946407

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http://xylitol.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Artigo-14.pdf

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http://xylitol.com.br/wp-content/uploads/2014/06/Artigo-11.pdf

211 replies on “Adoce, mas não adoeça

  • Débora Machado

    Parabéns pelo artigo, Flávio! Bastante esclarecedor. Sou uma grande fã!
    Sugiro para as pessoas que ainda estão muito (mal) acostumadas com o sabor mais doce, que comecem a diminuir gradativamente a quantidade de açúcar até que não seja mais preciso adoçar o cafezinho, o chá, o suco… Sentir o real sabor dos alimentos, descobrir no paladar se determinado alimento é mais ácido, se é adstringente, se tem um dulçor natural, um toque amargo… Isso é se alimentar.
    Acho ainda que o açúcar, esse que utilizamos em casa no bolo feito com carinho, com ingredientes naturais, não é o vilão. O vilão é o açúcar adicionado nos “alimentos” feitos pela indústria. Aquele açúcar que está na lasanha congelada, no biscoito de pacote, nos refrigerantes e em uma infinidade de alimentos ultraprocessados.
    Resumindo: podemos ingerir açúcar desde que seja com parcimônia, que seja do melhor tipo e, de preferência, que esteja em receitas que fazemos em casa.

    Responder
    • Flavio Passos

      Boa percepção Débora! Quando produzimos o que comemos é muito mais seguro pois temos poder de escolha sobre o que será utilizado. Quanto menos industrializado, melhor!

      Responder
  • Valéria

    Adorei o artigo, completo e revelador, muito útil!!!!! E veio bem a tempo, pois eu comecei a fazer uso do xarope de agave, pensando estar consumindo algo melhor…..
    Obrigada!!!!

    Responder
  • Meire

    Matéria bem interessante. Gostaria que tivesse um maior esclarecimento sobre os adoçantes artificiais. Tipo: qual seria o “menos” prejudicial dentre tantos. Sucralose ?
    Agradeço pela matéria que a mim foi enviada.
    Abs

    Responder
    • Flavio Passos

      Os estudos feitos até hoje com a maior parte dos adoçantes são inconclusivos. A recomendação é evita-los, já que são artificiais e muito recentes na dieta humana. Pesquisas apontam fortes indícios que a sucralose, um dos adoçantes considerados saudáveis, afeta negativamente a flora intestinal podendo levar a diversos problemas. Diante disso, é sempre bom lembrar que quanto mais natural, melhor. Opte sempre pelo que mais se aproximar do que a natureza oferece como a Stevia e a Taumatina, por exemplo.

      Responder
  • Elisabete

    Sobre as frutas e o xilitol, ficou um ponto de interrogação. O que é na verdade o xilitol? É um produto de laboratório? continuo preferindo as frutas e cortar o açúcar. Achei muito interessante o artigo mas, não me convenci quanto ao xilitol.

    Responder
    • Flavio Passos

      Realmente, é geralmente melhor optar pelo que é natural (como as frutas) e reduzir ou mesmo eliminar o açúcar. Quanto ao xilitol, ele também tem origem vegetal e índice glicêmico bem baixo, além das características que foram indicadas no texto.

      Responder
  • Ana Maura Martins

    Muito bom e completo. Obrigada. Mas ainda fico com uma duvida. Endocrinos me falam que qualquel adocante manda a mensagem ao cerebro e o corpo acaba liberando a insulina de qualquer maneira. Isso acontece com a Stevia e o Xilitol? Quais sao os niveis seguros de consumo de xilitol, para que nao cause desconforto na digestao? Adoro seu trabalho, abs

    Responder
    • Flavio Passos

      Ana Maura obrigado pelo comentário e por acompanhar meu trabalho! Sobre o Xilitol, ele possui índice glicêmico bem baixo comparado a outras opções. Já a Stevia é possivelmente o mais natural adoçante sem carga glicêmica de todos. Em relação a níveis de consumo, quanto menos consumir, menor será a dependência em relação ao sabor doce e melhor para a saúde.

      Responder
  • Vera Britto

    Muito obrigada pelas informações, ja uso stévia a muitos anos, não conheço o xilitol, aqui em Salvador creio não ter no mercado. Vocês enviam via corrreio?

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado pelo comentário Cintia! Sobre sua pergunta: sim, o Xilitol pode ser usado também por pessoas que estão apenas em busca de reduzir a quantidade de açúcares em sua alimentação.

      Responder
  • Claudia

    Flávio,
    Parabéns! ótima matéria, por favor, você poderia explicar a ação do maltitol? Eu li em um artigo que embora aprovado pela Associação Brasileira de diabetes, ele eleva o índice glicêmico em 75%. Por outro lado, li vários artigos elogiando este adoçante, e dizendo que não causam pico de insulina, enfim, não sei em o que acreditar…

    Responder
  • Daniella frojuello

    Obrigada pelas informações! Excelente e muito completo este artigo. Uma pergunta: o mel sem ferver não pode conter salmonela? Nossa! Fiquei com bastante medo do tal vilão… Quando estava grávida utilizei o agave, que na época diziam ser o mais saudável… e na verdade, sempre evitei o açúcar refinado. Hoje em dia, prefiro o demerara e o mel. Mas infelizmente, a realidade financeira no Brasil não me permite ter acesso a produtos de melhor qualidade como o açúcar de coco, nem ao óleo de coco, neste caso utilizo azeite de oliva extravirgem. Creio que a maioria das famílias têm esse mesmo problema. Os produtos de qualidade e mais saudáveis são impensáveis dentro da despensa de uma família de classe média com mais de dois indivíduos. Uma pena … São doces, mas com um custo bem salgado. Um abraço ao Flávio e a toda sua equipe pelo excelente trabalho de conscientização e esclarecimento.

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado pelos elogios Daniella! Sobre ferver o mel, ele realmente não deve ser aquecido pois temperaturas superiores a 45° comprometem suas propriedades e benefícios. Mesmo sem ser fervido, ele não deve conter Salmonella, até porque ela geralmente é encontrada em ovos, leite e carnes. Mel de qualidade deve, via de regra, ser originalmente livre de contaminações. Sobre os custos de opções mais saudáveis para adoçar os alimentos, busque sempre escolher, entre o que lhe for acessível, aquelas opções que nutrem melhor e provocam menos danos ao funcionamento do seu corpo. 🙂

      Responder
  • Faustino

    Flávio, excelente artigo. Muito completo e, bem referenciado no que diz respeito a bibliografia de referência e suporte cientifico. Abraço

    Responder
    • Flavio Passos

      Agradeço pelas palavras Faustino! Busco oferecer informações embasadas nos mais atuais estudos e publicações da ciência, compartilhando as fontes para que cada vez mais pessoas possam ter acesso a informações corretas.

      Responder
  • Berenice

    Flávio, parabéns pelo artigo. Uma leitura de fácil compreensão, diante de tantas informações que temos nos vários meios de comunicação. Iniciei a alguns meses uma reeducação alimentar, visto que minha família tem vários casos de diabetes tipo 2, inclusive com câncer de pâncreas, que levou a morte de minha mãe de maneira precoce. O seu trabalho é maravilhoso e tem me esclarecido muito a respeito de alimentação saudável. Mais uma vez, parabéns.

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado Berenice! Que bom que está no caminho de mudanças alimentares positivas, buscando opções que potencializem sua saúde! Fico feliz por poder contribuir para este processo!

      Responder
  • Lorena

    Sensacional!
    Artigo muito bem escrito e de fácil entendimento!
    Obrigada por compartilhar as informações!

    Obs: Já fiz compras no pura vida, mas não encontrei puro xilitol, está em falta?

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado pela leitura Lorena! Atualmente disponibilizamos na Puravida a Stevia, nas versões Clear e Vanilla (com extrato natural de baunilha).

      Responder
  • Alessandra

    Oi Flávio!
    Ainda fico com a pulga atrás da orelha em relação ao xilitol. Como é pra vc o fato de usarem catalizador metálico no seu processo químico de fabricação? Vc saberia me dizer se já estão usando o processo biotecnológico, que no caso não envolve o catalisador metálico? Grata! abçs

    Responder
    • Flavio Passos

      Olá Alessandra! Existem empresas que usam diferentes métodos. Existe o xilitol de milho transgênico e existe o xilitol que vem de Burcht, que é o original feito na Europa. Este é o tipo que recomendo pois não utiliza catalisador metálico. 🙂

      Responder
  • Suely

    Ótimo artigo sobre os tipos de açúcares, quanto mais natural o alimento é, mais saudável terá. Apaixonei! Falta apaixonar a vida mais vezes, não é? Obrigada por compartilhar a matéria riquíssima para nós! Abraços

    Responder
  • isabel

    Vivendo e aprendendo, muito interessante e completa essa sua pesquisa. Admiro muito seu trabalho, essa atitude ajuda muita gente a se orientar melhor. Parabéns

    Responder
  • Maria das Gracas Mendes de Souza

    Ouvi uma palestra de um phd em nutrição que falou que a stévia deprime o sistema endócrino. Pesquisei na internet e confirmei a informação. Por que a recomendação?

    Responder
    • Flavio Passos

      Olá Maria das Graças! Acredito que qualquer recurso para adoçar tem seu preço em relação à saúde. O ideal é não adoçar os alimentos e habituar-se ao sabor natural que eles possuem. Como isso ainda é muito difícil para algumas pessoas, sugiro a Stevia que é, a meu ver, uma das opções que tem menor impacto se comparada ao açúcar, seja ele qual for.

      Responder
  • Maria das Graças Maia Botelho

    Olá, Flávio! Há pouco tempo, através de sua postagem no facebook, tomei cohecimento do seu trabalho. Fiquei muito interessada, li, reli, assisti a alguns vídeos e compreendi porque há 10 anos eu não paro de engordar. Um tiquinho de comida, academia e nada. Há uma semana estou seguindo suas orientações na dieta low carb (pausa para 3 torradinhas no café da manhã, rsrsrs, mas logo superarei) Em uma semana perdi 2 kg, que para mim é a glória ver o ponteiro da balança mudando para menor peso. Tenho 63 anos, 1,56m de alltura e peso incríveis 86 Kg . Sei que se não perder peso morrerei. Obrigada! Você é para mim a luz no fim do túnel.
    Deus lhe abençoe!

    Responder
    • Flavio Passos

      Que bom receber um comentário como o seu Maria das Graças! Pessoas como você me estimulam a compartilhar cada vez mais conhecimento e incentivo para que a saúde seja conquistada plenamente! Fico muito feliz por saber que contribuo para melhora nos seus hábitos alimentares e qualidade de vida! Conte com meu apoio!

      Responder
  • Olinda

    Ótimo artigo! Veio no momento certo para mim. Quanto ao xilitol, pesquisas recentes têm demonstrado que ele pode ser benéfico para a saúde oral, mas não tem se mostrado seguro para o consumo em grandes quantidades. Portanto, parcimônia sempre!

    Responder
  • Marcia

    Flavio, artigo completo porque esclarecedor. Obrigado. Seu estudo incansável e capacidade de transmitir conhecimento sobre saúde e bem estar humano faz de vc. uma referência atual. Seria importante conseguir publicar em revista especializada, mas não sei se a pressão da indústria do açucar permitirá. O mais incrível é que além de conhecimento vc. nos entrega produtos incríveis, de alta qualidade. Gratidão.

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado pelo respeito e reconhecimento Marcia! Fico feliz por perceber, através das suas palavras, que meu trabalho contribui para a melhoria da saúde e qualidade de vida das pessoas!

      Responder
  • Elise

    Obrigada por dividir conosco este artigo detalhado e esclarecedor. Deixei de consumir o Agave graças a sua orientação, mas confesso q. o Xilitol ainda me deixa um pouco em dúvida, questiono o processo de refinamento/branqueamento, assim como a Stevia e os adoçantes em geral…
    Parabéns e gratidão pelo seu trabalho incrível e inspirador.
    Abs!

    Responder
  • Andrea de Oliveira Vasques

    Ola Flávio!
    Conheci seu trabalho através do programa Eduk. Adorei o curso e aprendi muito. Antes de te conhecer achava que tinha uma alimentação saudável… Você abriu meus olhos . Mudei muito minha alimentação e procuro passar isso para minha família e amigos. Muito obrigada pelos seus ensinamentos.

    Responder
    • Flavio Passos

      Que bom receber um comentário como o seu Andrea! Fico muito feliz por saber que contribuí positivamente para a melhora da sua alimentação e de sua família!

      Responder
  • Dayse Gonçalves Pereira

    Oi, Flávio, tudo bem?
    Gratidão por se importar e disponibilizar conteúdo đe tanto valor. Até então eu tinha o agave e a sucralose como adoçantes inofensivos, só superados pelo Stevia. Abraço.

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado pelo comentário Dayse! Que bom que transmiti a você informações importantes para que faça as escolhas mais adequadas para sua saúde! 🙂

      Responder
  • Bruna

    Excelente artigo Flávio, esclareceu muitas dúvidas sobre adoçantes. Parabéns mais uma vez pelo excelente trabalho, tem me ajudado muito a me alimentar melhor! Sucesso

    Responder
  • Leonídia Fátima Rodrigues Santos de Oliveira

    Flávio, obrigada por compartilhar seus estudos para melhorar o nivel de conscientização de todos que buscam Vida Saudável! Bom mesmo seu Artigo!! Esclarecedor e PONTO

    Responder
  • NATHANA

    Maravilhoso artigo ! A 1 semana assisti seu programa e estou muito interessada em seus conhecimentos, ja sou adepta a vida saudável, mas com um esclarecimento tão preciso fico segura de ir nesse caminho ! Parabéns e obrigada

    Responder
  • Fernanda

    Parabéns pela materia! Senti falta de mencionar o mel de melato, uma das preciosidades que temos em nosso país. Ele tem um índice glicêmico menor e um valor nutracêutico maior. Os alemães sabem bem disso, por isso, este mel, é praticamente todo exportado.

    Responder
  • Marcia

    Artigo muito esclarecedor . Devemos usar sempre de bom senso com nossa alimentação . Podemos escolher a saúde natural e ter qualidade de vida sempre . Adorei

    Responder
  • Renata Queiroz

    Gostei muito! Parabéns por se preocupar com a saúde da população! Pena que a industria só pensa em lucros! Ultimamente tenho lido muito sobre nossa alimentação e realmente, aprendemos tudo errado! Por isso que engordamos com tanta facilidade! A modernidade e a tecnologia tem nos deixado muito sedentários e a má alimentação, tornando-nos doentes! Tomara que as pessoas possam ter acesso a essas informações e como abelhinhas, passarem de uma a uma as boas informações! Se cada um repassar um pouco do que está aprendendo, logo muitos terão essas preciosas informações! Li algum artigo sobre a sucralose. Foi um tese na Unicamp que explica o dano quando se aquece, principalmente em cafés e chás. Abraços e continue dando essas informações à população!

    Responder
  • Selma

    Obrigada por compartilhar seu conhecimento Flavio! É incrivel perceber como meu humor, minha disposição e minha concentração mudaram qdo comecei a reduzir o consumo de açúcar, que já era pouco. Realmente muito do que somos tem total ligação com o que comemos! Sou psicoterapeuta e percebo problemas de percepcao negativa do mundo associadas à dietas de meus pacientes! Tenho conversado muito sobre isso com eles e orientado que procurem esclarecimento e conhecimento sobre os alimentos! Parece incrivel não é? Mas é a mais pura realidade! Está tudo interligado! Mente, alimentação, espiritualidade… Assunto que nao finda e me encanta! Abraços

    Responder
  • Jussara Beatriz Sabbi

    Valeu Flávio! Seu excelente artigo ‘adoce-mas-não-adoeça’, que resulta de ampla pesquisa…
    É uma aula de saúde pra todos nós. Obrigada!
    Abraço, Jussara

    Responder
  • Eliz

    Flavio, Parabéns pelo trabalho maravilhoso que realiza!
    Sempre informando te forma simples e com exemplos práticos!
    Tenho algumas dúvidas em relação às frutas secas, eu quando sinto vontades de um doce como um figo seco, damasco, tâmaras, uva passas, pequenas porções! O que você tem a dizer destas frutas?

    Responder
    • Flavio Passos

      Obrigado Eliz! Sobre as frutas secas depende do que é acrescentado no processo que envolve desde a desidratação até a embalagem. Em alguns casos pode ocorrer adição de açúcares, o que não é bom. Se não houver açúcares artificiais adicionados, permanece o mesmo critério que devemos ter com as frutas frescas: cautela nas porções.

      Responder
  • Carolin von Siegert

    Oi Flávio! Obrigada pelo artigo! Cada dia mais e mais eu vejo resultados no meu corpo, minha pele e meu estado emocional ao experimentar todas essas verdades que voce nos revela em seus artigos!! Queria saber o que seria moderaçao do acucar de coco?! 2 cl de sopa por dia? Mais? Menos? Poderia me dar uma referencia de moderacao? 🙂 obrigada mais uma vez por compartilhar esse seu conhecimento!

    Responder
  • Renata

    Olá Flávio, acompanhamos de perto seu trabalho ! Somos muito fãs do importante trabalho que faz sobre a busca de uma vida mais saudável!! Somos usuárias de xylitol na produção de bolos para pessoas com restrições aos acúcares tradicionais.
    Tenho duvidas de quais destes açucares xilitol ou stevia possuei melhor resultado – sabor / caloria / ig. E quais os mais recomendados para os diabéticos?
    Outra dúvida, usamos agave para a elaboração dos nossos doces veganos – qual a melhor opção para substitui-lo?!
    O agave é realmente nocivo?!
    Agradeço seus comentários e sugestões!

    Responder
    • Flavio Passos

      Olá Renata! Minha sugestão é uma combinação de Xilitol/Stevia. Assim, você terá o melhor dos dois. Quanto ao xarope de agave, não é um alimento seguro e deve ser evitado sempre.

      Responder
  • Renata

    Flavio
    Simplesmente excelente!
    Sinto “necessidade” de doces….precisava de ler tudo isso para realmente entender e parar com esse mau costume.
    Sou uma mega fã do seu trabajo.
    Parabéns!
    Abraços

    Responder
  • catia

    maravilhoso este artigo. muito esclarecedor! parabens! moro aqui em porto alegre/rs e não encontro o xilitol. onde posso comprar com seguranca?

    Responder
  • Antomiria santana

    Um texto de leitura clara e simples. A forma direta como você escreve me agenda bastante. Obrigada por compartilhar um assunto tão necessário ao nosso dia, teu trabalho é maravilhoso.

    Responder
  • Daniel Martins

    Ótimo artigo, bem completo, Flávio, parabéns! Gostaria de saber como compara o benefício/malefício de adoçar shakes por exemplo com frutas secas ou muito doces, como banana e manga. É melhor que o mel por exemplo?

    Responder
  • Thays

    Muito interessante, adoro seu trabalho que conheci atravez de um amigo que deve conhecer por sinal o Douglas Valente, é muito bom saber que alguém divulga de forma clara e objetiva ajudando ha muitos ! Muita Luz em seu caminho!!!!

    Responder
  • ariana carvalho vilela

    Obrigada pelas informações! Admiro o seu trabalho e adoro os seus produtos. Acho você sensato, sem extremismos. Continue nos informando de como nos alimentarmos da melhor forma, grata

    Responder
  • Caroline Libardi

    Que maravilha de matéria Flávio, sempre tive muitas dúvidas sobre esse assunto. Confio muito em seu trabalho. Ainda estou em processo de adaptação, e muito feliz de ter acesso a conteúdos tão relevantes para uma vida mais saudável. Gratidão pelo empenho e carinho ao partilhar seus estudos.

    Caroline Libardi

    Responder
  • Carlos

    Olá, Gostei bastante do artigo, bem esclarecedor.
    E quanto a Maltodxtrina? Afinal ela tem alto ou baixo indice glicêmico? E o que ela é?
    Pergunto isso pois muitos adoçantes e produtos diets tem este ingrediente.
    Na duvida, não como nada que tenha isso.
    Obrigado

    Responder
    • Flavio Passos

      Sobre o açúcar de coco recomendo, assim como para todas as opções mais saudáveis, moderação. Mesmo sendo um açúcar puro, de composição nutricional superior à de qualquer outro adoçante, sem aditivos químicos na produção e com baixo índice glicêmico, não deve ser entendido como algo a ser consumido livremente. O ideal é que apreciemos o sabor natural dos alimentos.

      Responder
  • Sandra

    Adorei o artigo, Flávio! Esclarecedor! Realmente estava enganada achando que por ser natural poderia consumir mel e frutas à vontade, mas graças a esse artigo farei escolhas melhores para inha saúde! Obrigada!

    Responder
  • Fabia Cristina de Barros

    Excelente matéria Flávio! Muito esclarecedor e rica em detalhes!
    Gostaria de saber sua opinião quanto comer ou não frutas já que a maioria tem alto índice glicêmico e além disso deixam a gente com muita fome! O livro do Dave Spray fala que frutas só como sobremesa! O que vc acha?

    Responder
  • Cris Colucci

    Sempre que posso faço algumas leituras sobre o seu trabalho. É bastante esclarecedor. Parabéns! Também adoraria ler algo a respeito dos óleos para cozinhar… 😉

    Responder
  • Carla Fiorini Alves

    Ótima informação!! Traz um assunto geral de açúcares e adoçantes informando de maneira simples todos os benefícios e malefícios perante embasamentos científicos, onde profissionais da saúde e pacientes tem fácil entendimento.

    Responder
  • Fabio

    Flavio, é uma pena que nem todas as pessoas possam ter acesso aos adoçantes mais saudáveis e nutritivos, como o açúcar de coco e a stevia, que são bem mais caros que os adoçantes vilões!
    A lógica da indústria alimentícia é cruel conosco. E você é maravilhoso ao abrir nossos olhos e nos levar aos caminhos mais acertados e felizes, com comida de verdade e o real prazer dos alimentos.
    Muito obrigado pelo grande conhecimento teu que compartilha conosco em seu website, em seu programa televisivo, seus vídeos e em seus textos. Enriquecedor!
    Amei o texto igualmente como todos as demais produções que nos envia.

    Responder
  • Alice

    Adorei o artigo, principalmente por saber que o agave se compara ao xarope de milho.
    Eu cultivo o Kefir e já notei diferença usando o açúcar demerara e o mascavo. Há tempos penso se poderia usar o mel, mas nunca encontrei nenhuma fonte informando se isso é possível. Você poderia dizer se qualquer fonte de glicose seria adequada ou qual seria a mais indicada?

    Responder
  • Anderson

    Excelente artigo, diferente de muitos que existem mas informal mal as pessoas. Já sou adepto do vegetarianismo e aprecio o açúcar mascavo e mel moderadamente. O açúcar de coco parece uma opção interessante.

    Grato, sempre grato.

    Responder
  • Ana Maria Rodda

    OI Flavio, fiquei contente com todas essas informações. Confesso que estava usando o xarope de agave achando ser super saudável… nossa, foi um susto. Não imaginava ser tão ruim como o açúcar comum. Assim como a frutose, mudei inclusive de adoçante por achar que era melhor que os demais. Muito legal, e adoro seus programas e suas receitas. Parabéns!!

    Responder
  • Adriana Clementino

    Flávio, muito obrigada por esse artigo e pelo trabalho que você vem realizando. Você tem uma forma muito doce (e ao mesmo tempo, certeira) de quebrar paradigmas tão difíceis de serem quebrados como os da alimentação. E esse texto acabou de trincar um super paradigma que eu tinha como certo. Já reduzi muito o meu consumo de açúcar. Mas confesso que fiquei chocada com as informações que li relacionadas às frutas. Sempre achei que consumir uma grande quantidade de frutas era muito saudável e que os sucos seriam um problema apenas para os diabéticos, mas agora confesso que fiquei “desnorteada”. Agradeço o seu alerta. Vou passar a observar a resposta do meu corpo após o consumo principalmente de sucos.
    Mas, existe alguma forma de tornar a digestão dos sucos (e frutas em geral) mais lenta? Algo que possamos adicionar neles (castanhas, sementes, etc)?

    Responder
  • MARIA GISLENE

    Flávio, parabéns pela excelente contribuição de informações esclarecedoras que seus artigos nos oferecem. Neste artigo não foi mencionado o açúcar demorara. Tenho utilizado este em algumas receitas…. você pode me falar um pouco sobre esta versão de açúcar, mesmo sendo utilizado de forma comedida. Grata pela atenção e mais sucesso para os seus projetos.

    Responder
  • Danila Fernanda Ruy Pacheco

    Parabéns pela matéria eu assim como a Maria Gislene também utilizo o demerara e gostaria de saber sobre ele.
    Muito obrigada!!!!

    Responder
  • Sátiro

    Muito bom o artigo. Estou testando algumas indicações suas como óleo de coco e ghee no café. Também estou ingerindo o magnésio com aminoácidos. Estou dormindo muito melhor depois de tomar uma cápsula de magnésio umas duas horas depois de dormir. O sono está sendo profundo e com sonhos.

    Muito obrigado.

    Responder
  • Evelyn

    Muito esclarecedor, como sempre são seus artigos e tudo que publica… Parabéns por se aprofundar em conhecer esse universo da nutrição e nos ajudar ao compartilhar algo sintetizado e prático! Aprendo muito com vc Flávio! Que Deus o abençoe com muito mais conhecimento e humildade para ajudar muitas e muitas pessoas mundo afora!
    Recentemente comecei a usar o xilitol e adorei!

    Responder

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